O atraso de um voo, que sempre foi sinônimo de desconforto para Cássia Kiss (51), ironicamente mudou sua vida de forma radical. Para melhor. Ano passado, após seis horas de espera no aeroporto de Brasília, ela encontrou o psicanalista João Baptista Magro Filho (57). No dia seguinte, no Santos Dumont, Rio, se viram novamente, por acaso. O destino não deixou dúvidas para a atriz: havia encontrado o amor da sua vida. Duas semanas depois, ela colocou um ponto final na relação de 12 anos com o publicitário Sérgio Brandão (59). E vai oficializar a união com João no dia 6 de setembro em cerimônia civil, no Rio, na presença apenas da família: os quatro filhos dela, Joaquim (15) e Maria Cândida (9), da relação com José Alberto Fonseca (71), Pedro Gabriel (7) e Pedro Miguel (5), de Sérgio, e os herdeiros do futuro marido, a jornalista Maíra Evo Magro (31) e o chef Júlio Magro (27). “Vou me casar oficialmente pela primeira vez porque somente agora estou amando de verdade”, justifica Cássia. A carreira segue no mesmo ritmo da vida pessoal. Está no ar na novela Paraíso, vai filmar uma participação no longa-metragem Chico Xavier, de Daniel Filho (71), e acaba de estrear nos palcos cariocas a peça O Zoológico de Vidro, de Tennessee Williams (1911-1983), após temporada de sucesso em SP.

– Por que o casamento?
– Passei 51 anos procurando pelo João. É difícil traduzir o encontro. Hoje, ficar longe um do outro, é algo insuportável. Quero passar 24 horas com ele. As pessoas nos perguntam por que tornar isso público. Queremos inspirá- las. Desde que anunciamos o casamento, recebemos telefonemas dos amigos, eles se emocionaram com nossa história.

– Como foi acabar a relação com o Sérgio? Seus filhos participaram dessa decisão?
– Foi tranquilo, uma decisão tão lúcida que em duas semanas resolvi: acabou. Não precisou de muitas explicações, até porque não há o que dizer. Como já morávamos em casas separadas, não foi complicado. Esta é, aliás, a maior confirmação de que a relação não é um casamento. E como meus filhos sempre viveram comigo, não mudou muito. Mas tudo foi conversado. Falei para eles ‘mamãe não namora mais o papai. Mamãe agora namora outra pessoa’.

– Por que optaram por uma cerimônia em casa?
– Não queremos cometer injustiças. Se formos convidar todo mundo, será muita gente. Então, optamos por algo mais íntimo. Passaremos a lua-de-mel na Itália, em janeiro. João tem uma casa em Rovigo, na região do Vêneto. Mas antes, em dezembro, vamos viajar com as crianças.

– Por que tanto tempo longe dos palcos cariocas?
– Miguel, meu filho, era muito pequeno. Como trabalhava na TV, o tempo que sobrava dedicava às crianças. Agora, como eles cresceram, estou voltando. Farei também cinema, o filme Chico Xavier.

– Como será a participação?
– Vivo uma mulher cujo filho é acusado de matar um amiguinho. Em sessão de psicografia, o menino que faleceu conta que foi tudo um acidente. É o primeiro caso em que um réu foi absolvido no Brasil após intervenção de um médium.

-Acredita em reencarnação?
– Creio em Jesus, mas acho que só vivemos uma vez. Acreditar ou não em reencarnação não anula meus valores. Mesmo que haja outras vidas, o importante é me tornar alguém melhor. Isso faz com que eu corte coisas ruins da vida e me prepare para aceitar as boas. Minha crença nisso aumentou depois que achei o João.