Betty Lago leva a vida sem arrependimentos
No Castelo de Caras, ela conta como reinventa sua trajetória rechada de viagens e paixões
A atriz Betty Lago (53) sabe que não é uma mulher comum. E se orgulha disso. Uma das primeiras modelos a fazer sucesso internacional – ainda nos anos 70 desfilou para a grife Yves Saint Laurent e foi capa de importantes revistas como a Vogue italiana -, ela morou no exterior, teve vários amores, foi mãe duas vezes, retornou ao Brasil em 1990, se reinventou como atriz e ainda expõe suas opiniões sem medo de críticas no programa Saia Justa, do canal a cabo GNT. “Mas a verdade é que tudo que tento na vida é muito bem pensado e calculado. Todo mundo tira sarro dessa história de ser modelo e atriz, por exemplo, mas para mim é muito sério. Estudei dois anos de teatro em New York antes de me aventurar na TV”, explicou Betty, que estreou na telinha na minissérie Anos Rebeldes, em 1992, e atualmente participa qual vive a delegada Marta Rocha. Longe da TV, Betty ainda se divide entre os filhos, Bernardo (30) e Patrícia (36), prepara seu primeiro livro, Cartas A Uma Jovem Modelo, da coleção Cartas a Um Jovem, que será lançado pela editora Campus/Elsevier, e assume que vive uma nova paixão, cujo nome mantém em segredo. “O amor está onde tem que estar, no coração”, despista Betty, durante sua temporada no Castelo de CARAS, em New York.
– Foi difícil para você conciliar carreira, filhos, namoros…
– Sempre tentei encarar tudo da maneira mais leve possível. Meus filhos cresceram nesta rotina maluca, mas tivemos uma relação baseada na honestidade. Nunca quis que eles fossem responsáveis por nada que eu fizesse. Não estou dizendo que esta é a maneira certa. Foi a maneira como eu fiz, como achava que deveria fazer. Tive muitos amores, aproveitei cada momento. Se dava errado, partia para outra. Mas ainda pretendo atingir metas que considero importantes: não ter expectativas sobre nada e nem sobre ninguém – porque já me decepcionei muito -, e cobrar o menos possível das pessoas.
– A moda ainda está muito presente em sua vida?
– Sempre estará. Quando comecei a fazer novela, achei que não fosse mais ter tanto contato com a moda, mas tempos depois lá estava eu apresentando o GNT Fashion, que durou cinco anos. Não adianta você fugir do destino. Nada do que eu vivo hoje poderia existir se eu não tivesse sido modelo.
– Na sua visão, o que evoluiu na moda brasileira?
– Tudo! É só observar a quantidade de estilistas brasileiros que estão arrasando em New York. Houve uma evolução da indústria têxtil e de cabeças criativas. Adoro ver celebrities na passarela, nas primeira filas dos desfiles. Saint Laurent, por exemplo, para quem eu me apresentava, sempre tinha uma primeira fila estrelada, com figuras como Catherine Deneuve e Paloma Picasso. Acho isso o máximo!
– Tem um estilista preferido?
– São muitos. Eu adoro o Herchcovitch. Da minha época, gosto do Reinaldo Lourenço e da Gloria Coelho.
– O que representa o Saia Justa em sua vida?
– O programa foi decisivo no sentido de me mostrar que tem um outro caminho. O convívio é muito interessante, afinado. Cresci muito como pessoa. Aprendi a ter que dividir, botar o ego de lado.
– Como ainda consegue tempo para fazer ginástica?
– Faço ginástica e musculação. A imagem é importante. Vivo disso e quero sair bem na foto.