Aproveite o cerco ao cigarro e pare de fumar. Você só ganhará com isso

Têm aumentado em todo o planeta as restrições ao tabagismo, pelo fato de levar a doenças graves, como câncer, infarto do miocárdio e derrame cerebral. O ideal é que você aproveite a ocasião e pare de fumar. Não é fácil interromper o hábito por vontade própria — uma minoria o consegue. Mas você pode se utilizar de remédios, que vêm ajudando muitos dependentes a se libertar do vício.

Aumentam em todo o mundo as restrições ao tabagismo. Uma das últimas ações governamentais nessa área ocorreu no Estado de São Paulo, onde lei aprovada pela Assembléia Legislativa estabelece que, a partir de 7 de agosto, será proibido fumar em todos os ambientes públicos fechados.

O hábito de fumar, convém relembrar, é tão antigo quanto a história humana. As substâncias do tabaco agem na região cerebral que proporciona prazer. Mas já nos séculos XVII e XVIII, na França, pesquisadores descobriam que o tabagismo provoca doenças. Só com as pesquisas desenvolvidas no século XX, porém, se constatou de maneira irrefutável a terrível relação entre tabagismo e morte precoce. Hoje se sabe que 50% dos fumantes morrem por causa do tabagismo.

O cigarro, como informa a embalagem, tem mais de 4700 substâncias, todas prejudiciais à saúde, sendo 30 cancerígenas. O problema mais comum do tabagismo é que altera a coagulação sanguínea, levando às doenças cardíacas, como o infarto do miocárdio e o derrame cerebral. O segundo órgão mais atingido é o pulmão, onde causam moléstias como doença pulmonar obstrutiva crônica e câncer. Mas levam ao câncer também na boca, língua, laringe, esôfago, estômago, pâncreas, bexiga e, na mulher, na mama, vagina e útero.

Outros malefícios comuns do cigarro são impotência e envelhecimento precoce. Todos os tabagistas podem desenvolver tais doenças mais cedo ou mais tarde, mas quem as tem no histórico familiar em geral as apresenta mais cedo.

O cigarro provoca dependência, por isso é difícil parar de fumar. Dependentes que decidem interromper o hábito às vezes sofrem muito. Por isso, só uma minoria o consegue. A interrupção no fornecimento de nicotina ao organismo pode levar ao aparecimento de sintomas – falta de concentração, irritabilidade e desejo compulsivo de fumar – que caracterizam uma doença catalogada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em seu Código Internacional de Doenças como síndrome de abstinência à nicotina.

Quem tenta e não consegue pode contar com o suporte dos medicamentos, criados para atenuar os sintomas da abstinência. Primeiro se desenvolveu produtos para repor a nicotina, como pastilhas, gomas de mascar e adesivos. Depois se criou a bupropiona a vareniclina na forma de comprimido. As duas substâncias agem no cérebro, substituindo a nicotina no proporcionamento do prazer.

A melhor estratégia no tratamento para parar de fumar consiste em usar remédios ou adesivos de nicotina – sempre acompanhados de mudanças na rotina e adoção de novos comportamentos – e em uma situação de estresse, em que existe o risco de voltar a fumar, se não houver nenhuma contra-indicação, lançar mão também da pastilha ou da goma de nicotina.

Repositores de nicotina podem ser adquiridos sem receita médica; já os remédios de bupropiona e vareniclina só podem ser comprados sob indicação de um médico. O ideal é consultar um especialista para que analise a situação do paciente e indique a estratégia de tratamento mais adequada. Somente o médico tem condições também de acompanhar o caso e fazer as correções necessárias. Agindo desse modo, a possibilidade de sucesso sempre é maior.