Alicinha Cavalcanti anuncia a sua boda
Cerimônia discreta com Rodrigo Biondi
Com a profissão em comum, ela responsável pelas festas mais badaladas e disputadas do Brasil e ele por eventos que reúnem multidões, os promotores Alicinha Cavalcanti (43) e Rodrigo Biondi (29) se conheceram há três anos. Após se aproximarem sem a apresentação de terceiros, nunca mais se separaram. E nem mesmo as diferenças afastaram o casal. Enquanto ela é agitada, falante, festeira e assediada por artistas e socialites, ele é tranqüilo, calado e discreto. Como a água e o vinho, dificilmente algum amigo em comum seria capaz de prever que desse encontro vingaria um grande romance. Mas, hoje, ninguém duvida que eles nasceram um para o outro. Poucos meses depois do primeiro encontro, já trabalhavam juntos e, mais uma vez, a ‘mistura’ deu certo. Convidados do Castelo de CARAS, em Tarrytown, New York, eles revelaram pela primeira vez a história de amor e, embalados pelo romantismo do cenário, às margens do Hudson River, anunciam que em breve subirão ao altar, em cerimônia íntima, em uma igrejinha discreta, sem festão nem holofotes.
– Vocês ainda se lembram do primeiro encontro?
Rodrigo – Foi em um evento de carros. Estava com um grupo de amigos, trabalhando. A vi de longe. Chamei a atenção deles quando ela passou por nós, decidida.
Alicinha – Eles olharam, eu não dei confiança. Mas parei no balcão ao lado e fiquei de olho, até que ele se aproximou e puxou papo. Ninguém precisou nos apresentar. Trocamos telefones e marcamos um novo encontro. Um dia saímos para jantar e uma namorada dele telefonou. Fiquei danada e fui direta, disse que não era mulher de dividir homem e o deixei falando sozinho. Ele me seguiu, discutimos, choramos juntos e, desde então, nunca mais dormimos separados.
– Vocês são bem diferentes…
Alicinha – Somos completamente diferentes. É um encontro improvável, mas certeiro e incrivelmente harmônico. Estou muito feliz e certa de que encontrei o meu companheiro ideal, o amor que ficará para sempre do meu lado. Chega de amores desastrados. Nossas famílias se gostam, já se misturaram e nós decidimos que não vamos mais nos separar.
Rodrigo – Ela é muito diferente de tudo que eu imaginei para mim. É muito especial e agitada. E justamente por isso nos equilibramos.
– É complicado conciliar namoro e trabalho na relação?
Alicinha – De cara fiquei fã de seu talento para organizar grandes eventos e, em especial, para administrar pessoas. O convidei para fazer um trabalho e tive a certeza que ele também seria parceiro profissional. Reestruturamos nossos negócios e consolidamos uma sociedade, que hoje vai muito bem. Até nisso nos completamos.
Rodrigo – Namoramos, moramos sob o mesmo teto, trabalhamos e viajamos juntos. Dividimos todas as horas dos nossos dias e somos felizes assim.
– Dizem que o amor muda as pessoas. Aconteceu com vocês?
Rodrigo – A badalação é novidade para mim e ainda não me sinto completamente à vontade com essa parte do trabalho que era dela e que agora fazemos juntos.
Alicinha – Mudei o ritmo, fiquei mais caseira, não viro mais a noite na balada. Agora acordo cedo. Antes do despertador tocar, às oito da manhã, já estou de pé.
– Você está mais serena. O amor trouxe tranqüilidade?
Alicinha – Não, foi a idade que me deu tranqüilidade. Com 40 anos, repensei a minha vida, me afastei de muita gente que não me fazia bem e desacelerei a loucura que era o meu dia-a-dia. Passei a selecionar melhor os trabalhos, investir em qualidade abrindo mão de quantidade. Se não estivesse tranqüila, jamais iria conseguir me aproximar do Rodrigo. Muito menos ele de mim.
– Não está na hora de oficializar essa união?
Alicinha – Sim, eu aceitei o pedido e vamos casar, escondidinhos, em capelinha discreta, uma cerimônia só para a família e dois padrinhos, sem festão, sem ‘circo’, véu ou grinalda.
Rodrigo – Como trabalhamos com festas, não queremos fazer desse momento tão nosso mais um grande evento. Vamos abençoar nossa felicidade, mas em uma cerimônia íntima, para poucos convidados.