A VIAGEM DE PAULA PEREIRA À ÍNDIA

Atriz desvenda as tradições e se encanta com a cultura local

Atriz desde os quatro anos, Paula Pereira (41) se define como uma mulher do mundo. Com um sólido casamento de 19 anos com o diretor Marcos Schechtman (46), com quem tem dois filhos, Júlia (17) e Daniel (14), ela garante que sempre buscou abrir seus horizontes. “Nasci atriz, sou meio do povo. Não me imagino só como mãe e esposa. Tenho a minha família, uma história linda com meu marido. Mas crio meus filhos para o mundo. É a consciência de que logo vão bater asas. E eu estarei sempre atrás do próximo personagem”, garantiu, em visita à Índia. A viagem serviu para que ela fizesse um laboratório para Caminho das Índias, trama de Glória Perez (60) que estréia em janeiro, na qual dará vida à doméstica Durga.

E foi percorrendo Jaipur, capital do estado do Rajastão, que Paula conheceu de perto as tradições locais, um tanto quanto distantes de sua realidade. Mas a atriz não se espantou, por exemplo, com a submissão da mulher indiana. “É uma outra maneira de ver a vida. O que, no olhar ocidental, a gente pode achar que é submissão, para eles não é. As mulheres com condições financeiras estudam, fazem faculdade, até doutorado. Mas, depois, precisam casar. Existem outdoors pela cidade dizendo que se não formar uma família, você não existe”, contou.

Na cidade, Paula ouviu histórias interessantes. “Conheci uma indiana que namorou um brasileiro quando esteve em nosso país. Disse que adorou, que os homens são quentes. Mas na hora de casar, querem um indiano. E é a família que escolhe. Mas não vi sofrimento. É cultural”, constatou ela, que acompanhou a gravação da novela no principal forte de Jaipur, o Amber, onde a Globo reproduziu o Festival dos Elefantes, animal símbolo de poder e riqueza, que ocorre entre março e abril anunciando a Holi, a Festa da Primavera.

Longe da TV desde a minissérie Amazônia, em 2007, com direção de Schechtman, Paula está empolgada com o papel. E garante não se chatear com comentários de que estará novamente em uma novela do marido. “Também quero atuar sob o comando de outros diretores, mas se sou chamada pela Glória, pelo Marcos, tenho que dar graças a Deus que estou trabalhando. O principal é você ser ou não uma atriz. E isso se vê no ar. Não tem como mentir”, justificou ela.