A EUROPA NA VISÃO DE JULIANA BARONI

Atriz realiza grande sonho com um tour de cultura e aprendizado

Viajar pela Europa, “o Velho Mundo”, como gosta de enfatizar, sempre foi o grande sonho de Juliana Baroni (30).

Em 2001, quando trabalhou na trama lusitana Senhor das Águas, a atriz chegou a sentir o gostinho. Morou por quase um ano em Lisboa, mas na ocasião só pôde conhecer mesmo Portugal e algumas cidades espanholas. “Fiquei na vontade”, lamenta.

Mas agora Juliana finalmente realizou o antigo desejo. O roteiro de um mês inclui Paris, Amsterdã, Dublin, Londres e Bruges, na Bélgica. “Estou sentindo a dimensão do mundo. É muito emocionante”, conta ela, que só lamenta a ausência do namorado, o ator Cristiano Gualda (35), com quem está há cinco anos. “Ele atua no musical Beatles Num Céu de Diamantes, em cartaz no Rio”, justifica ela, que segue em cartaz com o musical Os Produtores, ao lado de Miguel Falabella (50) e Vladimir Brichta (32).

Na TV, o último trabalho foi protagonizar Dance, Dance, Dance, trama musical da Band que acabou em maio.

– Por que demorou tanto para conhecer a Europa?
– Comecei a trabalhar cedo, fui Paquita e fazia teatro. Já viajei bastante, mas sempre profissionalmente. E como minha família é de Limeira, interior de São Paulo, nas férias sempre preferi ficar em casa. Agora, me dei o presente de realizar o sonho que tenho desde sempre.

– A viagem vem correspondendo às suas expectativas?
– Totalmente. A Europa é o Velho Mundo, a origem de tudo. É impressionante ver placas com data tão antiga. Tudo organizado e preservado. Consigo me identificar com cada lugar.

– Do que mais está gostando?
– Ah, Londres é uma cidade que respira arte. Fui ao teatro em um dia de semana à tarde e estava lotado. Tive prazer em ver isso. Todo artista tem a obrigação de conhecer. Em Paris, fiquei fascinada com o Museu do Louvre, onde obras como a Monalisa e a Vênus de Milo são tratadas como celebridades! Em Dublin, o mais folclórico são os pubs. Escurece tarde e todo mundo bebe cerveja com música ao vivo. Já Bruges parece uma cidade cenográfica. Cheira a chocolate, é uma tentação. No bar, o rol de cervejas é tão grande que o cardápio parece uma lista telefônica. Eu optei pela de cereja e adorei o sabor.

– E você foi reconhecida?
– E como! Principalmente em Dublin, onde me assustei com a quantidade de brasileiros. E de Limeira, minha cidade natal!

– E a ausência do seu namorado, Cristiano?
– Ele está trabalhando, mas me estimulou a viajar. Vida de ator é assim mesmo, né? A gente dá sempre nosso jeitinho.

– Vocês dois moram juntos?
– Não, cada um na sua casa, no Rio. É o ideal para o momento.

– Mas pensam em casar?
– Sim. Minha criação é tradicional, tenho vontade de ser mãe. Mas é difícil conciliar isso com a carreira. Por isso, quero me reestruturar antes de engravidar.

– Como avalia a experiência em Dance, Dance, Dance?
– Aprendi muito, voltei a fazer aulas de canto e dança. O mais difícil foi morar por nove meses em São Paulo, onde a trama era gravada. Adoro a cidade, mas a parte afetiva pegou. Fiquei longe dos amigos, me isolei. Mas eles entenderam tudo.

– A sua experiência na trama da Band ajudou, de alguma forma, no convite para ser a substituta de Juliana Paes no musical Os Produtores?
– Já conheço o Miguel Falabella há anos, brinco que ele é meu padrinho. Quando saí da novela, estava aquecida, o que me ajudou. Aí, quando recebi o convite, fiquei nervosa, mas confiante. Está tudo dando muito certo.