“Sempre que o frio chega o meu pesar sorri,/ pois te adoro no inverno e adoro o inverno em ti.” Gilka Machado (1893-1980), poeta carioca.

“Soprai, soprai, ventos de inverno!/ Não sois tão cruéis/ Quanto a ingratidão do homem.” William Shakespeare (1564-1616), dramaturgo e poeta inglês.

“A gratidão da maioria dos homens não passa de uma secreta vontade de receberem benefícios maiores.” François Poitou, o duque de La Rochefoucauld (1613-1680), crítico, escritor e aforista francês, autor das famosas Máximas.

“É a vaidade, e não a tranquilidade ou o prazer, que nos interessa.” Adam Smith (1723-1790), filósofo e economista escocês, autor de A Riqueza das Nações.

“Sou vaidoso. Mas não tenho outras belezas, senão as do meu espírito.” Antônio Maria (1921-1964), cronista e compositor pernambucano.

“Querendo parecer originais, nos tornamos ridículos ou extravagantes.” Mariano da Fonseca, marquês de Maricá (1773-1848), político carioca.

“Depois de todas as fraquezas que encontrei nas mulheres e nos livros que as satirizam, continuo a amá-las mais do que nunca.” Laurence Sterne (1713-1768), escritor irlandês, citado no livro Machado de Assis, de Alfredo Pujol (Imprensa Oficial).

“A mulher pode ser crisálida ou borboleta. Seja crisálida de dia e borboleta à noite.” Coco Chanel (1883-1971), estilista francesa, a mais importante criadora de moda feminina em todos os tempos.

“Há coisas que se perdem quando se vulgarizam; há matérias de todo impossíveis de se vulgarizar.” Fernando Pessoa (1888-1935), poeta português, no livro A Economia em Pessoa, de Gustavo H. B. Franco (Zahar).

“Quando ontem adormeci/ Na noite de São João/ Havia alegria e rumor/ Estrondos de bombas (…)/ Vozes cantigas e risos/ Ao pé das fogueiras acesas.” Manuel Bandeira (1886-1968), poeta pernambucano.

“Não é bom ser criança: bom é, quando somos velhos, pensar em quando éramos crianças.” Cesare Pavese (1908-1950), poeta e escritor italiano.

“Rezei pela minha infância e ela retornou; sinto que ainda é tão difícil como outrora, e que de nada adiantou envelhecer.” Rainer Maria Rilke (1875-1926), poeta tcheco-austríaco.

“Muito mais que prazeres/ Tudo aqui são deveres.” Dante Milano (1899-1991), poeta carioca. “O amor? Pássaro que põe ovos de ferro.” João Guimarães Rosa (1908-1967), escritor mineiro.

“Quanto mais se ama mais fraco se é.” Vergílio António Ferreira (1916-1996), escritor português.

“Havia também, e ainda há, o casal unido por um recíproco rancor.” Otto Lara Resende (1922-1992), escritor e jornalista mineiro.

“Sabem no que se baseava o caso de vocês? Na tristeza. Vocês sentiam pena um do outro.” Francis Scott Fitzgerald (1896-1940), escritor americano.

“Muitas vezes um amor não passa da associação de uma moça (que sem isso se nos tornaria rapidamente insuportável) às batidas do coração inseparáveis de uma vã espera interminável, e de um ‘bolo’ que tal senhorita nos deu.” Marcel Proust (1871-1922), escritor francês, no livro A Prisioneira.

“Sob toda dor e anelo, corre/ Um júbilo de seda enleada.” William Blake (1757-1827), poeta e pintor inglês, citado no livro O Grito da Coruja, de Patricia Highsmith (A Girafa).