Os tambores soaram com força na sede da ONU, em Nova York, no concerto que reuniu grandes representantes negros das artes, da cultura e dos esportes, entre eles o ex-ministro da Cultura Gilberto Gil (66); o medalhista olímpico Carl Lewis (47) e a atriz Whoopi Goldberg (53), que conduziu a cerimônia. A celebração foi realizada para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas da Escravidão e do Comércio Transatlântico de Escravos. Com o nome Quebre o Silêncio, Toque o Tambor, o concerto congregou artistas dos Estados Unidos, das Américas, do Caribe e da África, onde começaram ou terminaram rotas de escravos. Estimativas históricas dão conta de que 28 milhões de negros foram violentamente retirados da África entre os séculos XVI e XIX.
Uma mistura de salsa, rumba, jazz, rock e hip hop levou aos participantes a mensagem de que o tambor carrega o apelo universal da liberdade. “É uma honra representar o Brasil e a América do Sul”, disse Gil. “A globalização reforçou a ideia de vivermos juntos no complexo mundo atual, no qual harmonia, compreensão, equilíbrio e paz são cruciais”, disse o compositor.