Citações

Olha tudo mudado: o passarinho/ na careca do velho faz seu ninho./ O velho vira moço, e na paquera/ ele próprio é sinal de primavera.
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), poeta mineiro, sobre a estação que se inicia no dia 22

Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, – e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Cecília Meireles (1901-1964), poeta carioca

Teria gostado de ter um jardinzinho…
Sándor Török (1904-1985), escritor romeno.

O sol estimula tudo,/ Põe a dançar as estrelas todas./ Se tu também não te emocionas/ É que não fazes parte do todo.
Angelus Silesius, pseudônimo de Johannes Scheffler (1624-1677), poeta polonês.

Há alguém que dê à vida/ Toda a atenção devida?
Dante Milano (1899-1991), poeta carioca.

A razão mata a inocência.
Camilo Castelo Branco (1825-1890), escritor português.

A liberdade é o que você faz do que foi feito a você.
Jean-Paul Sartre (1905- 1980), filósofo francês, no livro Mistérios da Alma, de Luiz Alberto Py (Best Seller).

É possível repousar sobre qualquer dor de qualquer desventura, menos sobre o arrependimento. No arrependimento não há descanso nem paz, e por isso é a maior e mais amarga de todas as desgraças.
Giacomo Leopardi (1798-1837), poeta e filósofo italiano.

Jamais escapamos aos fantasmas que deixamos sair. O mal sempre volta ao seu ponto de partida.
Franz Kafka (1884-1924), escritor tcheco, no livro Conversas com Kafka (Novo Século), de Gustav Janouch (1903-1968), compositor e escritor tcheco.

Automóvel, senhor da era, criador de uma nova vida, ginete encantado da transformação urbana, cavalo de Ulysses posto em movimento por satanás, gênio inconsciente da nossa metamorfose!
João do Rio (1881-1921), escritor e jornalista carioca.

Das gentes o confuso ajuntamento/ sempre faz as cidades desgraçadas,/ qual no indivíduo o excesso de alimento.
Dante Alighieri (1265-1321), escritor, poeta e político italiano.

Por que tudo o que tem de fresco e virgem gasta/e destrói…?
Raimundo Correia (1860-1911), poeta maranhense, no livro O Santo Sujo, de H. Werneck (Cosac Naify).

Agora é tudo assim/ ninguém sabe/ as certezas evaporaram.
Paulo Leminski (1945-1989), poeta curitibano.

Quanto mais medo, maior a causa.
John Donne (1572-1631), poeta e clérigo inglês.

Assim é que o mundo acaba/ Não com estrondo; com lamúria.
T. S. Eliot (1888-1965), poeta anglo-americano.

Não se pode sustentar que a civilização por si mesma faz os homens ‘mais felizes’ do que eles são na condição selvagem.
Frank H. Knight (1885-1972), economista norte-americano, no Livro das Citações (Companhia das Letras).

Seria inútil dizer o quanto é a sociedade necessária aos homens; todos a desejam e procuram, mas poucos se empenham em torná-la agradável e em fazê-la perdurar.
François Poitou, o Duque de La Rochefoucauld (1613-1680), escritor francês.

Estamos todos na sarjeta, mas alguns de nós olham para as estrelas.
Oscar Wilde (1854-1900), escritor, poeta e dramaturgo irlandês.