O nosso Natal é moço, é risonho, é caritativo; abriga os sem vintém, e as criancinhas nuas não o temem, porque ele afaga-as com seu bafo cheiroso e veste-as com a sua luz quente e doirada!
Júlia Lopes de Almeida (1862-1934), escritora carioca.

A felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar. Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe (…), uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel…
Cecília Meireles (1901-1964), poeta e jornalista carioca.

Papai Noel explorou a cozinha com olhos espertos, achou um queijo e comeu.
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), poeta mineiro.

Não há descrentes na época do Natal.
Pedro Nava (1903-1984), médico e escritor mineiro.

Os que se empanturram ou se embriagam não sabem comer nem beber.
Brillat-Savarin (1755-1826), gastrônomo francês.

Enquanto a moral ainda tiver alguma razão para existir, mora nela a compaixão.
Max Horkheimer (1895-1973), filósofo alemão.

Leio quatro jornais por dia e a única esperança que encontro são os horóscopos cercados de desgraças por todos os lados.
Leon Eliachar (1923-1987), jornalista e escritor brasileiro nascido no Cairo.

Gozo o prazer, que os anos não carcomem,/ De haver trocado a minha forma de homem/ Pela imortalidade das idéias!
Augusto dos Anjos (1884-1914), poeta e pedagogo paraibano.

Entre o sono e o sonho/ Entre mim e o que em mim/ É o quem eu me suponho/ Corre um rio sem fim.
Fernando Pessoa (1888-1935), poeta português.

Um dia tão feliz./ A névoa baixou cedo, eu trabalhava no jardim./ Os colibris se demoravam sobre a flor de madressilva./ Não havia coisa na terra que eu quisesse possuir./ Não conhecia ninguém que valesse a pena invejar.
Czeslaw Milosz (1911-2004), poeta polonês, Nobel de Literatura em 1980.

Eu quero aproveitar este verão flor por flor, como se fosse o último da minha vida.
André Gide (1869-1951), escritor e crítico francês.

A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda.
Mário Quintana (1906-1994), poeta gaúcho.

Eu trabalho quando durmo:/ porque é quando me movo no mistério.
Clarice Lispector (1920-1977), escritora brasileira nascida na Ucrânia.

As almas dos imperadores e as dos sapateiros são atiradas ao mesmo molde.
Michel de Montaigne (1533-1592), filósofo francês.

Para suportar a própria história, cada um acrescentalhe um pouco de lenda.
Marcel Jouhandeau (1888-1979), escritor francês.

Os amantes e os loucos são de cérebro tão quente, neles a fantasia é tão criadora, que enxergam o que o frio entendimento jamais pode entender.
William Shakespeare (1564-1616), dramaturgo e poeta inglês.

A humanidade é um oceano. (…) Se algumas gotas estão sujas, isso não significa que ele todo ficará sujo.
Mahatma Gandhi (1869-1948), advogado e político pacifista indiano.

Somente uma vida vivida pelos demais é que vale a pena.
Albert Einstein (1879-1955), físico alemão naturalizado norte-americano.