Citações

Hoje não me alegram/ as amendoeiras do horto./ Elas me lembram você.
Jorge Luis Borges (1899-1986), escritor argentino.

A saudade é o limite da presença,/ estar em nós daquilo que é distante,/ desejo de tocar que apenas pensa,/ contorno doloroso do que era antes.
Lupe Cotrim Garaude (1933-1970), poeta paulistana.

Nove em cada dez vezes, na arte e na vida, não há verdade a descobrir, só erros a expor.
Henry Louis Mencken (1880-1965), jornalista norte-americano.

Os mistérios, quando são muito maliciosos, escondem-se na luz.
Jean Giono (1895-1970), escritor francês.

Quem não lê, não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo.
Paulo Francis (1930-1997), jornalista e escritor carioca.

Brasil de cima é pra frente/ Brasil de baixo é pra trás.
Patativa do Assaré (1909-2002), poeta cearense.

O inverno está em minha cabeça, mas a primavera vive em meu coração.
Victor Hugo (1802-1885), escritor e poeta francês.

Ainda que eu falasse a língua dos homens./ E falasse a língua do anjos,/ Sem amor eu nada seria.
Renato Russo (1960-1996), cantor e compositor carioca.

O que impulsiona o vôo de poetas líricos não é o prazer dos sentidos nem a satisfação de casais estabelecidos ou do amor. É paixão. E paixão é sofrimento.
Denis de Rougemont (1906-1985), ensaísta e escritor suíço.

Perder uma ilusão nos torna mais sábios do que encontrar uma verdade.
Karl Ludwig Börne (1786-1837), escritor alemão.

O tédio é a asma da alma.
Carlo Bini (1806-1842), escritor italiano.

Viver é minha profissão e minha arte.
Michel de Montaigne (1533-1592), filósofo francês.

É impossível capturar a vida se a gente não mantém diários.
Sylvia Plath (1932-1963), poeta norte-americana.

Fico perturbado ao ver um cigarro entre os lábios de uma pessoa de cuja inteligência depende em parte o bem-estar do mundo.
Linus Pauling (1901-1994), químico norte-americano, ajuda a refletir no Dia Nacional de Combate ao Fumo, 29 de agosto.

Os conhecimentos gastronômicos são necessários a todos os homens, pois tendem a aumentar a soma de prazer que lhes é destinada.
Jean-Anthelme Brillat-Savarin (1755-1826), político e gastrônomo francês.

Suspeitavam que eu vivia intensamente e num livre abandono à felicidade; isto não se perdoa.
Albert Camus (1913-1960), escritor francês nascido na Argélia.

Eu sonho com o dia em que todas as crianças nascerão desejadas, em que homens e mulheres serão iguais, em que a sexualidade será a expressão de um sentimento verdadeiro, de ternura e de prazer.
Elise Ottesen-Jensen (1886-1973), educadora sexual escandinava.

Quem disse à estrela o caminho/ Que ela há de seguir no céu?
Almeida Garrett (1799-1854), escritor e dramaturgo português.

Onde há poder, há fragilidade. E onde há fragilidade, há responsabilidade.
Paul Ricoeur (1913-2005), filósofo e historiador francês.

Quando se tem tudo para temer, não se deve temer nada.
Thomas Corneille (1625-1709), poeta e dramaturgo francês.

O brasileiro não faz história. Ele é um espectador da história.
Raul Seixas (1945-1989), compositor baiano.

Quatro patas, bom; duas patas, ruim.
George Orwell (1903-1950), escritor inglês.

Ninguém é doido. Ou, então, todos.
João Guimarães Rosa (1908-1967), escritor mineiro.

As coisas tangíveis/ tornamse insensíveis/ à palma da mão/ Mas as coisas findas/ muito mais que lindas,/ essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), poeta mineiro.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta./ Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Oscar Wilde (1854-1900), escritor, poeta e dramaturgo irlandês.

Pare, reflita, admire, fique atento a seus próprios rumos.
Virginia Woolf (1882-1941), escritora inglesa, no livro Crônicas Londrinas (José Olympio Editora).