Claudia Raia desabafa sobre diagnóstico e médica alerta: ‘Mulheres são as mais afetadas’
Claudia Raia tornou pública a informação de um diagnóstico; em entrevista à CARAS Brasil, a Dra. Camila Ribeiro explica o caso

Claudia Raia (58) conhecida pela sinceridade que sempre transmitiu ao público, abriu o coração ao relembrar um episódio envolvendo sua saúde. No ano de 2022, nas redes sociais, a atriz revelou como descobriu conviver com o hipotireoidismo.
“Eu descobri que tinha hipotireoidismo depois de ter um ganho de peso, o que nunca tinha acontecido comigo, não era normal. Fui investigar e o médico na época pediu para fazer o exame de tireoide, poderia estar relacionado e estava! Eu nunca que ia imaginar que era este o motivo, mas era!”, afirmou.
O que diz a endocrinologista?
Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista à Dra. Camila Ribeiro, médica nutróloga, endocrinologista e infectologista com 15 anos de experiência no mercado. Ela responde sobre o quadro relatado por Claudia Raia.
“O hipotireoidismo acontece quando a glândula tireoide, que fica no pescoço e controla nosso metabolismo, produz menos hormônios do que deveria. Esses hormônios são como o ‘motor’ do corpo, e quando estão em falta tudo fica mais lento: energia, humor, pele, cabelo e até o intestino”, declara.
Quais são os primeiros sintomas?
O corpo costuma dar sinais, mas eles podem ser sutis, por isso a médica alerta para a importância de realizar exames de sangue para confirmarem o diagnóstico. Ela destaca os principais sinais:
- Cansaço constante, mesmo dormindo bem;
- Queda de cabelo e unhas frágeis;
- Pele seca;
- Sensação de frio em excesso;
- Intestino preso;
- Mudanças no humor, como tristeza ou desânimo;
- Pequeno ganho de peso sem motivo claro.
Qual a relação com a idade?
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 750 milhões de pessoas no mundo sofrem com algum problema da tireoide. Desses, cerca de 60% sequer sabem que possuem alguma patologia. A Dra. Camila Ribeiro aponta.
“As mulheres são as mais afetadas, principalmente depois dos 40 anos. Isso acontece porque o sistema imunológico feminino tem maior tendência a desenvolver doenças autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto, principal causa do hipotireoidismo. Além disso, momentos de mudança hormonal, como gravidez, pós-parto e menopausa, podem aumentar o risco“, diz.
Qual o tratamento?
A médica reforça que cada caso é individual e exige acompanhament com um médico especialista, mas destaca que o tratamento costuma ser simplez e eficaz: consiste em repor o hormônio que a tireoide deixou de produzir, por meio de um comprimido diário.
“A dose é ajustada pelo endocrinologista conforme idade, peso, sintomas e exames. É um cuidado para a vida toda, mas com acompanhamento regular a pessoa pode viver normalmente, com energia e qualidade de vida”, finaliza ao analisar casos como da atriz Claudia Raia.
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