Bem-estar e Saúde / CONFINAMENTO

Gaby Spanic em A Fazenda? Psicóloga faz alerta: ‘Cultura do julgamento’

Gaby Spanic, eterna Paola Bracho de A Usurpadora, pode estar em A Fazenda; a psicóloga Fabiana Guntovitch alertou e deu dicas sobre o confinamento

Gaby Spanic
Gaby Spanic - Reprodução/Divulgação

Gaby Spanic é um dos nomes mais fomentados para A Fazenda 17 – que estreia dia 15 de setembro. Se a eterna Paola Bracho estará no reality rural da Record TV, só saberemos na próxima segunda. Segundo Fábia Oliveira, do Metrópoles, a atriz teria assinado contrato e firmado sua participação por lá para concorrer ao prêmio milionário. Em entrevista à CARAS Brasil, a psicóloga Fabiana Guntovitch fez um alerta sobre o confinamento e deu dicas para os futuros participantes.

A pressão do olhar

O reality show é uma dinâmica que surge a partir do livro 1984, de George Orwell,  segundo a especialista. O formato usa o “grande irmão” como alguém controlador e com olhar vigilante. Em paralelo a isto, nos confinamentos esse olhar vem com o público e as câmeras 24 horas: “Na psicanálise, podemos compreender essa dinâmica como uma amplificação de algo que já vivemos na vida social (especialmente em tempos de exposição virtual das mídias sociais): todos nós, de alguma forma, modulamos nosso comportamento diante do olhar do outro. Só que, dentro de um reality, esse olhar é radicalizado, explica Fabiana.

Guntovitch acrescenta: Ninguém consegue sustentar o estado de hipervigilância 100% do tempo, e pior, ninguém consegue controlar a percepção dos interlocutores o tempo todo. O inconsciente se impõe, a máscara social cai, e surgem aspectos mais autênticos da personalidade. É nesse ponto que vemos explosões emocionais, alianças improváveis e até autossabotagem.”

Como lidar?

Fabiana também diz que o público acaba se projetando, ou seja, identifica aquilo que não gostam em si e aplaudem o que desejam se tornar: Participar de um reality é, portanto, viver num palco de egos inflados, onde o indivíduo é confrontado com seu próprio inconsciente, com a manipulação da edição, com o olhar invasivo do público e com a fragilidade de sua identidade sob pressão. Do ponto de vista clínico, é um experimento humano fascinante, mas também perigoso, pois mexe em profundezas que nem sempre a pessoa está preparada para sustentar.”

A especialista finaliza com dicas para que os participantes façam uma jornada menos tensa para a saúde mental:

  • Autoconhecimento: “conhecer seus limites, pontos de fragilidade e forças é fundamental para não se perder na pressão do jogo”;
  • Preparação psicológica: “terapia antes e depois ajuda a entrar mais fortalecido e a elaborar os impactos da experiência”;
  • Rotina interna: “criar rituais diários de autocuidado — respiração, escrita, atividade física, meditação — ajuda a manter a mente centrada”;
  • Lembrar que é um jogo: “o ‘eu do reality’ é atravessado por estratégias, edições e pelo olhar do outro; ao sair, é preciso se reconectar com sua identidade real”;
  • Estar consciente: “compreender que o público vai projetar, idealizar e/ou condenar, e que isso diz muito mais sobre a sociedade e cultura do julgamento e de uma  plateia do que sobre quem participa.”

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