Médica alerta para doença sem cura que Larissa Manoela sofre: ‘Dor severa’

Larissa Manoela revelou que sofre com uma doença sem cura; em conversa com a CARAS Brasil, a ginecologista Ana Paula Fonseca explicou sobre condição

Larissa Manoela se tornou uma voz na luta contra a endometriose.
Larissa Manoela se tornou uma voz na luta contra a endometriose. - Foto: Reprodução/Instagram

Larissa Manoela revelou em 2022 que sofre de uma doença sem cura: a endometriose. Em um evento, ela contou para a imprensa sobre o diagnóstico e falou sobre um dos sintomas que acendeu o alerta. “Eu fui diagnosticada em 2020, ano da pandemia. Com a endometriose, sentia que minha cólica não era normal, e as dores eram muito fortes. Comecei a não ter qualidade de vida para trabalhar, me prejudicava por conta das dores”, revelou. Em conversa com a CARAS Brasil, a Dra. Ana Paula Fonseca falou sobre o diagnóstico e alertou.

O que é a endometriose?

Dados de 2024 da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que mais de 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva são afetadas pela doença, cerca de 10% da população mundial. Sendo de origem crônica, ela não tem uma cura definitiva, mas existem formas de contê-la. A ginecologista explicou como funciona a doença e pontuou que os sintomas envolvem desde cólicas mais intensas até dores nas relações sexuais:

“A endometriose é uma doença inflamatória crônica em que o tecido semelhante ao endométrio — que normalmente reveste o útero — cresce fora dele, atingindo órgãos como ovários, trompas, intestino, entre outros. Os sintomas mais comuns são cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual, alterações intestinais ou urinárias durante o período menstrual e dificuldade para engravidar. Ainda não existe uma causa única definida, mas sabe-se que fatores hormonais, genéticos e imunológicos estão envolvidos”, revelou a especialista.

Como tratar a endometriose?

A médica também pontuou que o tratamento depende do avanço da condição e do desejo que a mulher tem em engravidar, sendo que pode ser utilizado medicações hormonais ou intervenções cirúrgicas. Ana Paula alerta que o tratamento é individual e focado em cada caso: “O tratamento depende da gravidade dos sintomas e do desejo reprodutivo da mulher. Em casos mais leves, podemos controlar a doença com medicamentos hormonais que reduzem a menstruação e, consequentemente, o avanço das lesões. Quando há dor severa ou infertilidade, a cirurgia para retirada dos focos da endometriose pode ser indicada. O tratamento sempre deve ser individualizado, com acompanhamento especializado.”

Gravidez após a endometriose

Por fim, como a doença afeta o útero, a ginecologista afirma que a doença não impede a gravidez, mas que existem alguns cuidados extras durante o acompanhamento: “Muitas mulheres conseguem ter filhos naturalmente, e outras precisam recorrer a técnicas de reprodução assistida. A endometriose pode dificultar a gestação, especialmente se afetar os ovários ou as trompas. Também há estudos que mostram uma maior taxa de complicações, como abortos espontâneos, em pacientes com a forma mais avançada da doença, mas isso não é uma regra. Com o tratamento adequado e acompanhamento médico, muitas mulheres com endometriose realizam o sonho da maternidade.”

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Ana Paula Fonseca (CRM-PA 9027 | RQE 3929) é médica ginecologista e obstetra com sólida atuação em saúde de adolescentes e mulheres. Graduada pela Universidade do Estado do Pará (UEPA) em 2007, concluiu residência médica em Ginecologia e Obstetrícia na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, onde atuou por 11 anos. Com ampla experiência em instituições renomadas como Unimed Belém, Fundação Hospital das Clínicas Gaspar Viana, Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, e Hospital Adventista de Belém, a Dra. Ana Paula é referência no tratamento de distúrbios menstruais, miomas, síndrome dos ovários policísticos (SOP), cistos ovarianos e no atendimento de adolescentes e mulheres em um atendimento acolhedor e humanizado. Além da prática clínica, também se dedica ao ensino médico no Centro Universitário do Estado do Pará (CESUPA).