Médica explica por que cabelo de Maria Lina “evaporou” em teste de mecha: ‘Danos irreversíveis’
Especialista analisa o caso da influenciadora Maria Lina e alerta para os perigos da química em fios fragilizados

Sempre bem-humorada, Maria Lina Deggan arrancou risadas dos seguidores ao abrir o baú de memórias capilares nas redes sociais. Em um carrossel cheio de transformações, a influenciadora reviveu fases loira, ruiva e morena, mas foi ao relembrar um episódio inusitado que viralizou: durante um teste de mecha, na tentativa de voltar à cor natural, o cabelo simplesmente “evaporou igual acetona”.
A repercussão espontânea levantou uma questão séria nos bastidores da beleza: até que ponto é seguro mudar o visual sem acompanhamento especializado? Em entrevista à CARAS Brasil, a médica tricologista Dra. Marcia Dertkigil explica que, por trás da fala divertida de Maria Lina, há um sinal de alerta para danos capilares profundos.
“Quando o cabelo ‘evapora’ em um teste de mecha, como Maria Lina descreveu, estamos falando de um fio extremamente fragilizado. Isso acontece quando a fibra capilar já está danificada por processos anteriores de descoloração ou coloração e, ao entrar em contato com mais química, não suporta a agressão e simplesmente se desintegra”, explica a especialista.
Entre uma memória e outra, a influenciadora ainda brincou sobre ter ficado parecida com um “mico-leão-dourado” durante a fase ruiva, e relembrou a era loira, vivida em 2021. Por trás de cada cor, segundo a tricologista, existe um retrato emocional que vai além da estética.
“O ruivo e o loiro estão entre os tons mais agressivos para o fio. A descoloração necessária para alcançar essas cores retira as camadas protetoras do cabelo, deixando-o mais poroso, opaco e propenso à quebra. Quando isso é feito repetidamente e sem intervalo de recuperação, o risco de danos irreversíveis aumenta”, alerta Dra. Marcia.
A médica ainda reforça que os danos não se restringem à haste capilar. O couro cabeludo também pode ser comprometido quando exposto de forma excessiva a produtos químicos – o que torna o acompanhamento profissional indispensável.
“O teste de mecha é fundamental e pode evitar surpresas maiores. Ele mostra se o fio tem estrutura para suportar a nova química. Quando o cabelo já está ‘esgotado’, o ideal é pausar e investir em tratamentos como reconstrução, nutrição e, em casos mais graves, até intervenções com produtos dermatológicos”, orienta.
Mais do que uma questão de vaidade, a saúde capilar está intimamente ligada à autoestima. Para a especialista, respeitar os limites do fio é essencial para que a mudança de visual cumpra seu papel de empoderamento.
“Mudar o cabelo é uma forma de expressão linda. Mas é importante lembrar que, para manter a beleza, o fio precisa estar saudável. Caso contrário, o que era para ser um momento de empoderamento pode se transformar em frustração”, conclui a médica.