Pielonefrite: o alerta da influenciadora Flavia Pavanelli

Após diagnóstico de pielonefrite em 2023, Flavia Pavanelli relata sintomas discretos e nefrologista esclarece riscos e prevenção

Flavia Pavanelli está recuperada, mas recebeu o diagnóstico de pielonefrite em 2023
Flavia Pavanelli está recuperada, mas recebeu o diagnóstico de pielonefrite em 2023 - Foto: Reprodução/Youtube

Em 2023, a influenciadora e atriz Flavia Pavanelli (27) foi diagnosticada com pielonefrite — uma infecção urinária que atinge o rim — e chegou a ser internada. A revelação foi impactante porque os sintomas iniciais passaram despercebidos, dando margem a complicações sérias.

Em 2023, quando Flavia Pavanelli teve o diagnóstico, ela declarou que os sintomas foram silenciosos, por isso demorou para procurar ajuda médica: “Fui diagnosticada com pielonefrite depois de alguns dias achando que era ‘só uma dor muscular’ […] demorei a procurar um profissional e isso fez com que meu caso ficasse à beira de uma infecção generalizada”, desabafou. 

O Dr. Henrique Carrascosi, nefrologista com ampla experiência, aponta que a pielonefrite ultrapassa a infecção da bexiga (cistite) e compromete o tecido renal, elevando o risco de falência renal e infecção generalizada. 

Sintomas enganosos

Flavia relatou que sua dor foi inicialmente confundida com uma ‘dor muscular’. O nefrologista destaca os principais sintomas da pielonefrite:

  • Febre alta e calafrios;
  • Dor lombar intensa;
  • Sintomas urinários variados (ardência, frequência);
  • Risco de evolução rápida para septicemia sem tratamento adequado

Tratamento eficaz

O protocolo inclui:

  1. Antibióticos específicos, via oral ou intravenosa, conforme gravidade;
  2. Hidratação rigorosa, essencial para prevenir danos renais;
  3. Internação em casos graves, para monitoramento e suporte;
  4. Investigação pós‑infecção para descartar predisposição, como cálculos ou alterações anatômicas;

Dados e contexto

A Sociedade Brasileira de Nefrologia estima que cerca de 10 milhões de brasileiros convivem com algum grau de disfunção renal. Por isso, o Dr. Henrique chama a atenção: 

“O tratamento é feito com antibióticos específicos, geralmente por via endovenosa nos casos moderados a graves, ou oral nos casos mais leves. Além disso, é necessário hidratação adequada e, em algumas situações, internação hospitalar para controle da infecção. Após o tratamento, sempre orientamos o acompanhamento para investigar possíveis causas, como cálculos renais ou alterações anatômicas, que predispõem a infecções de repetição”, finaliza o nefrologista.

Leia mais em: Médica alerta sobre diagnóstico de Flavia Pavanelli: ‘Pode evitar’

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