Médica explica reação alérgica que deixou Jeniffer Nascimento irreconhecível: “Quando há risco…’

Atriz de Êta Mundo Melhor!, Jeniffer Nascimento teve reação alérgica grave em maio do ano passado

Jeniffer Nascimento precisou de atendimento médico
Jeniffer Nascimento precisou de atendimento médico - Foto: Reprodução/Instagram

Jeniffer Nascimento (31) passou por um susto daqueles em maio de 2024. A atriz, que se prepara para retornar à TV na aguardada continuação da novela Êta Mundo Bom!, intitulada Êta Mundo Melhor, teve uma forte reação alérgica após consumir lagosta em um restaurante no Rio de Janeiro.

Na ocasião, a artista ficou com o rosto inchado e irreconhecível. Tuda a reação teria se manifestado em menos de 20 minutos após o consumo e, além dos sintomas físicos, ela apresentou dificuldade para respirar.

Para entender melhor o que pode ter acontecido com Jeniffer, a CARAS conversou com a médica alergista Dra. Brianna Nicoletti, que explicou como situações como essa podem se desenvolver.

“Sim, dependendo da gravidade da reação, o paciente pode precisar ser internado. Isso ocorre principalmente quando há risco de choque anafilático, dificuldade respiratória ou disseminação da reação por todo o corpo. A internação é necessária para estabilizar o quadro com medicações intravenosas, monitoramento dos sinais vitais e prevenção de complicações. Casos como o da Jeniffer mostram a importância de levar reações alérgicas a sério”, afirma a especialista.

Segundo a Dra. Brianna, o único caminho seguro para quem tem alergia verdadeira a frutos do mar é a restrição total. “Isso inclui moluscos, crustáceos e derivados. É importante aprender a ler rótulos e a identificar nomes técnicos desses ingredientes em cardápios. O acompanhamento com um alergista e um nutricionista é essencial para manter uma alimentação segura, equilibrada e nutritiva, sem riscos de contaminação cruzada”, alerta.

Quando ocorre a alergia?

Em geral, as reações alérgicas alimentares ocorrem logo após o consumo, mas há casos em que o organismo reage de forma tardia, principalmente quando se trata de alergias mediadas por mecanismos não-IgE.

“Essas reações podem surgir horas ou até dias depois da ingestão do alimento, dificultando o reconhecimento do gatilho. No caso de frutos do mar, que são alimentos com alto potencial alergênico, o organismo pode manter um estado inflamatório prolongado, resultando em sintomas que aparecem mais tardiamente”, finaliza a médica

Dra. Brianna Nicoletti é médica (CRM 113.368) com 21 anos de experiência. Graduada pela PUC Campinas, possui especialização em Alergia e Imunologia pela USP. Fez residência de medicina interna na Unicamp (2006), além de residência médica em Alergia e Imunologia na USP (2009). Também é Médica Especialista em Alergia e Imunologia do Corpo Clínico referenciada pelo Hospital Israelita Albert Einstein há 10 anos.