Karin Hills relembra aborto na época do Rouge; médico faz alerta: ‘Complicações’

Nesta semana, Karin Hils surpreendeu ao relembrar que, durante a época em que integrava o grupo Rouge, tomou a decisão de interromper uma gestação

O médico explicou mais detalhes do aborto realizado por Karin Hils
O médico explicou mais detalhes do aborto realizado por Karin Hils - Reprodução/Instagram

Nesta semana, Karin Hils (46) surpreendeu os fãs ao relembrar um episódio de sua vida pessoal. Em 2002, quando integrava o grupo Rouge, a artista decidiu realizar um aborto. A decisão foi tomada após ela não contar com o apoio do genitor e perceber que não tinha a intenção de ser mãe solo. A cantora ainda falou sobre como a decisão estava relacionada com o momento de sua vida, quando havia acabado de perder sua mãe e se mudado para São Paulo.

Em entrevista à CARAS BrasilDr. Igor Padovesi explica que o maior risco de realizar aborto é o fato de ainda ser proibido no Brasil, embora aconteça muito: “Tem estatísticas que mostram que milhares de mulheres têm complicações, até morte, decorrente de abortos clandestinos feitos em condições muito precárias. E esse é o risco principal“.

“Infelizmente, é uma questão social no Brasil, porque quem tem condição socioeconômica melhor pode pagar caro e procurar profissionais que fazem isso em condições adequadas. Só que muitas mulheres ficam desesperadas e aí recorrem a clínicas de fundo de quintal, que muitas vezes podem ter complicações como perfuração uterina, infecções, hemorragias, que podem complicar e levar inclusive à morte“, acrescenta.

O ginecologista ainda destaca que a realização de um aborto pode prejudicar futuras gestações. “Pode sim ter risco de complicações para gestações futuras, como aderências entre as paredes uterinas ou sequelas de um procedimento mal realizado que podem sim ter implicação para uma gestação futura“, enfatiza.

A mulher fica emocionalmente afetada para o resto da vida, mesmo que tenha sido uma decisão consciente. Mas é um peso, uma marca, uma cicatriz que a mulher geralmente carrega para a vida (…) o fato de estar passando por problemas pessoais influencia emocionalmente, dependendo do momento. E isso leva também a muito arrependimento depois, ou o contrário também, para algumas, arrependimento de não ter abortado. Mas, enfim, sem dúvida, o momento emocional de problemas pessoais influencia bastante“, conclui sobre o caso da artista.

REVELAÇÃO

Estava no início da minha carreira, não estava pensando em ser mãe naquele momento em que estava surgindo uma grande oportunidade. Eu não tive apoio do pai [da criança]; pelo contrário, ele apoiou para que isso não acontecesse. E eu não queria ser mãe solo. Na verdade, eu não queria ser mãe naquele momento da minha vida. Isso era muito claro“, explicou em entrevista à revista Quem.

Eu tive meu momento íntimo, foi tudo muito rápido, porque quando eu descobri eu estava no meio de um ensaio. Lembro que a única com quem comentei foi a Aline [Wirley]. Fiz o procedimento e depois descobri na terapia que não dei tempo para o luto. Foi assim quando a minha mãe morreu, eu me mudei de casa e vim para São Paulo. Acho que, para poder tapar esses buracos, eu vou enfiando coisas, atividades e trabalho. Então, se você me perguntar como foi esse processo no dia seguinte, eu não sei te dizer, porque isso se apagou na minha mente“, acrescentou.

 
 
 
 
 
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