Médico alerta sobre diagnóstico de Mariana Ferrão: ‘Exige atenção’
Ex-apresentadora do Bem Estar, Mariana Ferrão enfrentou diagnóstico que atinge milhares de mulheres

A apresentadora Mariana Ferrão (46) viveu, na intimidade, uma condição que afeta milhões de mulheres, mas ainda é pouco discutida: a incontinência urinária. O diagnóstico veio após sua primeira gravidez, em 2023, período em que notou alterações no controle urinário.
Para entender as causas e impactos dessa condição, a CARAS Brasil conversou com o Dr. Octavio Henrique Arcos Campos, urologista com atuação nos principais hospitais de São Paulo. Segundo o especialista, o caso da apresentadora é representativo de um problema de saúde pública que merece atenção.
“Falar sobre incontinência urinária ainda é um desafio para muitas pessoas, mas é algo mais comum do que se imagina — e que merece atenção e cuidado. A perda involuntária de urina pode acontecer por vários motivos: enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico, alterações hormonais, cirurgias pélvicas, doenças neurológicas ou mesmo pelo envelhecimento natural”, explica o médico.
De acordo com ele, a incontinência urinária pós-parto é uma das formas mais frequentes entre mulheres jovens, especialmente após o parto vaginal, que pode comprometer a estrutura muscular responsável pelo suporte da bexiga. O principal sintoma é claro: a perda de urina sem controle em situações cotidianas.
“Às vezes acontece ao tossir, rir, espirrar ou durante atividades físicas. Em outros casos, a pessoa sente uma vontade súbita e não consegue segurar até chegar ao banheiro. Isso impacta diretamente a autoestima e a qualidade de vida”, alerta o Dr. Octavio.
Embora muitas pacientes considerem o quadro uma consequência “natural” da maternidade ou da idade, o especialista reforça que é fundamental buscar ajuda médica assim que os sintomas aparecem. “Casos graves, que afetam a rotina e a saúde, exigem atenção especial. Por isso, é importante procurar um médico sempre que os sintomas aparecerem ou começarem a interferir na qualidade de vida”, reforça.
Além dos desconfortos sociais e emocionais, o médico ressalta que a condição pode ter consequências físicas sérias se negligenciada. No caso da jornalista, ela buscou ajuda de uma fisioterapeuta e sexóloga especializada em assoalho pélvico, realizando exercícios de fortalecimento da região duas vezes por semana até cinco meses após o nascimento do bebê.
“Apesar de muita gente achar que não é algo grave, a incontinência pode trazer consequências sim. Além do impacto emocional, há risco de infecções urinárias e, em pessoas mais vulneráveis, até necessidade de internação, principalmente se houver queda de mobilidade ou outras doenças associadas”, completa.