Vacinas protegem dos dois tipos de vírus HPV que são mais frequentes

Os vírus HPV são responsáveis por 99% dos casos de câncer de colo de útero, um dos que mais matam. Estão associados também a tumores na região da vagina, do ânus e, no caso do homem, no pênis. Existem muitos tipos do vírus e ainda não é possível se prevenir contra todos. Mas pelo menos as mulheres já contam com duas vacinas para se defender dos tipos virais mais comuns.

Vacinas protegem dos dois tipos de vírus HPV que são mais frequentes
Vacinas protegem dos dois tipos de vírus HPV que são mais frequentes

O câncer de colo de útero está entre os de maior incidência na população feminina. Também é um dos que mais matam em todo o planeta. Cerca de 99% dos casos devem-se ao papilomavírus humano (HPV). Esse quadro trágico, felizmente, começou a mudar em 2006 com o lançamento mundial da primeira vacina contra o vírus; no ano seguinte surgiu mais uma. Hoje as duas são usadas em todo o planeta.

Há mais de 150 tipos de HPV. Cerca de 40 causam infecções genitais e 15 favorecem o surgimento do câncer. O vírus vive nas áreas genitais do homem e da mulher, tanto interna como externamente. É passado de uma pessoa para outra nas relações sexuais. O uso de preservativo diminui o risco de contágio, mas não protege totalmente. Estima-se que 80% dos indivíduos sexualmente ativos contraiam o HPV em algum momento da vida. Em geral ele é controlado pelas defesas orgânicas, não causando doenças nem sendo transmitido. Mas, em alguns homens e mulheres, em especial nos que estão com a imunidade baixa, forma a infecção, dando origem ao condiloma acuminado, que se parece com verruga. Pode surgir tanto interna (colo do útero, vagina e canal anal) como externamente (vulva, ânus e pênis). Mas o HPV nem sempre provoca sintomas; nesse caso, a doença só pode ser diagnosticada com exames como a captura híbrida para HPV, feitos com a ajuda da Biologia Molecular.

Mas devem ser indicados somente a mulheres com mais de 30 anos. Portadores de infecção crônica pelo HPV se tornam contaminantes e ficam mais suscetíveis ao câncer.

Os HPV são classificados como de baixo ou de alto risco de causar câncer. Entre os vírus com maior possibilidade de levar à doença estão os tipos 16, 18, 31, 33, 45 e 58. Os dois primeiros são os mais comuns, respondendo por 70% dos casos de câncer de colo de útero e ainda associados a tumores na região da vagina, do ânus e, no homem, também no pênis.

Das duas vacinas, uma é classificada como quadrivalente e a outra, como bivalente. Durante as pesquisas, esta última se mostrou eficaz na prevenção de infecções pelos vírus 16 e 18; já a quadrivalente protege de infecções pelos mesmos vírus e também do 6 e do 11, causadores de 90% das verrugas na área genital, mas que em geral prejudicam apenas a estética, não representando risco para a saúde.

As pesquisas para o desenvolvimento das vacinas contra HPV foram realizadas inicialmente apenas com mulheres mais jovens. É a elas que se destinam, portanto. A vacina quadrivalente é recomendada no Brasil para mulheres de 9 a 26 anos; e a bivalente, às de 10 a 25. Ainda se discute sua adoção no serviço público de saúde; assim, por enquanto, só podem ser tomadas nas clínicas particulares. O esquema de imunização compreende três doses com intervalo de seis meses entre a primeira e a última. Como as vacinas são novas, ainda não se sabe por quanto tempo a pessoa que tomar uma delas ficará imunizada.

Finalmente, dos Estados Unidos vem uma novidade. A Food and Drug Administration (FDA) aprovou a imunização no país também de meninos de 9 a 26 anos com a vacina quadrivalente. É provável que, em breve, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde brasileiro, também aprove a medida.