ANA PAULA VIEIRA E RENATO SCARPIN: PAIXÃO E ARTE

EM DAY SPA A DOIS, CASAL DE ATORES fALA DE SUA HISTÓRIA DE AMOR E DA PARCERIA NA VIDA E NA PROFISSÃO

A geografia e as primeiras escolhas profissionais colocaram Ana Paula Vieira (28) e Renato Scarpin (37) em lados opostos. Paulista de Lins, ela morava em Campinas (SP) e acabara de se formar em direito. Curitibano, diploma de engenheiro civil na mão, ele foi trabalhar na Alemanha. Até que um capricho do destino os colocou no mesmo palco. Em busca de realização, os dois se matricularam no curso de teatro de Wolf Maya (55), na capital paulista, onde vivem. Dali saíram com uma carreira e um amor, ambos notáveis.

Juntos há seis anos, Ana e Renato são autênticos companheiros de vida e de cena. Em De Artista e de Louco Todo Mundo Tem um Pouco, dividem o palco do paulistano Bibi Ferreira; já em Proposta Indecente, que estreia neste mês, Renato dirige a musa. Atuando ainda no bastidor, eles são sócios na RSPA Produções Artísticas. Além das duas peças, Renato, finda a turnê de Motel Paradiso e voltou à estrada com Mãos ao Alto SP, com a qual aporta em São Paulo em outubro. Ana, após arrasar em Pedro e Domitila, encenará De Alma Lavada, que deve ter Renato entre os diretores. Ou seja, até o fim do ano, os dois terão atuado em seis peças. Para relaxar, o belo casal foi ao Buddha Spa Ibirapuera, em SP, onde falou sobre carreira e relacionamento.

– Por que trocar de profissão?
Renato
– Sempre quis estudar teatro, mas, como trabalhei durante a faculdade para custear minhas despesas, não tive tempo. Fui caminhoneiro por um tempo, viajava à noite e de dia ia às aulas. Depois de formado, optei pelo teatro.
Ana – Sempre gostei de atuar, mas meu pai não queria. Fiz cursos paralelos e, após a faculdade, me lancei de vez na carreira artística.

– Foi paixão à primeira vista?
Renato
– Eu me apaixonei primeiro; Ana nem me deu bola. Por mais de um ano me desprezou. (risos) Só depois nos reencontramos, quando ela já estava solteira.
Ana – Eu namorava e morava em Campinas. Um ano depois, já em SP, reencontrei Renato em um teste. Conversamos melhor, aí me apaixonei. Então, no meu caso, foi amor à segunda vista! Ele ser bom ator também foi fator de sedução.

– Trabalhar juntos é difícil?
Renato
– Não. Só há competição se um dos dois é medíocre, o que não é o caso. Nas últimas semanas, a vida foi tardes e noites de ensaios. Nem por isso há desgaste.
Ana – Mas em 2004, primeira das três vezes em que atuamos juntos, foi. Hoje sabemos o limite um do outro, separar o pessoal do profissional. Ele tem visão acirrada. Por isso se dá bem na direção.

– Quais os novos projetos?
Ana
– Após um ano longe da TV, estou com saudades. Tive ótima experiência com o diretor Marcos Paulo, na novela Desejo Proibido, e amaria ser dirigida por Jayme Monjardim, que usa o requinte do cinema na TV.
Renato – Esperamos resposta para fazer uma novela que será gravada aqui e veiculada na China.

– Que tal as terapias do spa?
Ana
– O shiatsu é o melhor para fazer antes do palco. Relaxa.
Renato – Os tratamentos me deixam mais centrado. Gostei do jardim que reproduz spa de Udaipur e remete à Índia romântica da novela de Gloria Perez, que admiro e com quem quero trabalhar.

– Vocês planejam se casar?
Ana
– Não se mexe em time que está ganhando. O foco hoje é trabalho, mas se a relação vai bem, o casamento é consequência.