Até traumatismo peniano pequeno às vezes se torna um problemão
Embora incomuns, os traumatismos ocorrem tanto em crianças como em adultos. Os mais graves são ferimentos, fraturas e amputações. Mas mesmo pequenos traumas resultantes do hábito de dormir de bruços, por exemplo, podem dar grandes dores de cabeça. Isso porque, aos poucos, se forma tecido cicatricial, o que acaba interferindo na qualidade da ereção.
Os traumatismos penianos, segundo a literatura, são raros. Eles podem ser pequenos ou grandes. Pequenos traumas ocorrem, por exemplo, ao se dormir de bruços, masturbar-se de maneira imprópria ou quando alguém, por brincadeira, dá um tapa na região genital de um colega e atinge seu pênis em semiereção ou ereção.
Já os grandes traumas, mais graves, são: extração total ou parcial da pele do membro; ferimentos; amputações parciais ou totais; e fraturas. Extrações totais ou parciais de pele em adultos resultam de acidentes com veículos e máquinas industriais e agrícolas. Os ferimentos e as amputações parciais ou totais ocorrem em acidentes com veículos, por violência em assaltos e roubos, por vinganças e até por parceiros e amantes que se acham ou são de fato traídos e/ou desprezados. Extrações totais ou parciais de pele, ferimentos e amputações do pênis em crianças, de outro lado, resultam de acidentes com veículos e de mordidas de animais como cães e porcos. A cena, mais comum no meio rural, é esta: a criança vai urinar no animal e ele lhe abocanha o membro.
Dos traumas de pênis, as fraturas, segundo estatística da Disciplina de Urologia da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, são as mais comuns. Ocorrem quando o órgão ereto é encurvado de maneira violenta ao contato com a pele do parceiro, causando a ruptura da túnica albugínea, membrana que recobre os corpos cavernosos. Pode haver lesão também do corpo esponjoso e da uretra. Cerca de 40% dos casos desse trauma ocorrem durante as relações sexuais.
Os sintomas básicos das fraturas são uma espécie de “estalo”, com dor e perda da ereção; e formação de hematoma, com o aumento e a deformação do órgão. Quando também a uretra é atingida, pode haver dificuldade para urinar e/ou sangue na urina.
Grandes traumatismos, claro, assustam mais. Mas até os pequenos podem dar grandes dores de cabeça. Numa situação dessas, o corpo envia uma ordem de reparo aos tecidos atingidos. Às vezes a ação orgânica é excessiva, criando tecido cicatricial em demasia e levando a deformidades no pênis, como entortamento, afinamento e até mesmo a piora ou perda de ereção.
O ideal é evitar situações de risco, porque os traumatismos penianos têm um efeito devastador sobre a vida dos indivíduos. O órgão, claro, é o grande símbolo da masculinidade. Aqueles que desenvolvem deformidades ou cujo pênis perde a funcionalidade se consideram deficientes.
Quem sofre algum tipo de traumatismo deve consultar logo os serviços de emergência de um bom hospital. Quanto mais rápido o socorro, menor o risco de sequelas. Pequenos traumatismos são tratados com anestesia local para limpeza e sutura ou, se não forem profundos, só com limpeza e curativos. Fraturas, de outro lado, já foram tratadas com remédios, mas hoje se usa mais cirurgia, para se evitar complicações como formação de fibrose.
Quando o órgão foi cortado, finalmente, se deve amarrar ou apertar a parte restante, para estancar o sangramento, e, se possível, recolher a porção extirpada, colocá-la em saco plástico, mergulhá-lo em gelo e levar ao hospital. Hoje é possível se reimplantar o órgão com microcirurgia, religando as estruturas. Em boa parte dos casos o paciente consegue retomar as atividades sexuais. Também já se reconstrói o órgão usando tecidos do próprio paciente.