FLÁVIA LIPPI E SÉRGIO MONTENEGRO SE CASAM EM SP

EM CERIMÔNIA HINDUÍSTA, APRESENTADORA E ATOR CELEBRAM A CHAMA DO AMOR QUE OS UNE

Nos jardins de sua casa, os noivos jogam o arroz às chamas enquanto Bhuvana Mohandas e Sri Govinda Das entoam mantras.
Nos jardins de sua casa, os noivos jogam o arroz às chamas enquanto Bhuvana Mohandas e Sri Govinda Das entoam mantras.

Uma noite à indiana – mística, colorida, perfumada e, sobretudo, muito alegre – marcou a união da apresentadora da TV Cultura Flávia Lippi (38) e do ator Sérgio Montenegro (33). O casal, que já mora junto, realizou em casa, na Granja Viana, em São Paulo, uma cerimônia hinduísta – religião que a noiva professa desde 1999 – conduzida pelo monge Bhuvana Mohandas, com auxílio do monge Sri Govinda Das (46). “O mais importante aqui é o amor e a bondade. É isso o que representa este casamento: a harmonia e a vontade de fazer o bem ao planeta”, disse Flávia, que apresenta o programa ecológico Repórter Eco e conheceu Sérgio há quatro anos. Na época, ela e o ator, vencedor do programa Casa dos Artistas, do SBT, em 2002, tinham o mesmo empresário, mas eram comprometidos com outras pessoas. “Ficamos amigos logo de cara, até que, no começo deste ano, sentimos um clima a mais entre nós dois. Começamos a namorar, mas a paixão foi tamanha que resolvemos nos casar”, conta Serginho, paraibano radicado em SP desde 2002. “Em março ele me levou a João Pessoa, onde conheci sua família. Foi uma sintonia imediata entre todos”, orgulha-se a mineira Flávia, que na data especial recebeu o carinho dos pais, a artista plástica Lígia Lippi (62) e o psiquiatra José Raimundo Lippi (71).

Flávia e Serginho oficializaram o seu amor em um ritual chamado Agni Hotra, a cerimônia do fogo, uma espécie de limpeza da aura astral realizada pelas chamas. A data da boda, dia 21 de outubro, coincidiu com o Divali, o ano-novo hindu, e com o dia devotado à Lakshi, a deusa da prosperidade. “Esta é, portanto, uma data auspiciosa, não apenas para os noivos, mas para todos”, avisou Sri Govinda Das. Com longo e véu vermelhos bordados em ouro e prata, cor que representa sorte e paixão para as noivas indianas, e bijuterias em prata – tudo comprado em viagem à Índia – Flávia encantou pela graça e exotismo. Em sua testa, pintada em amarelo, a tílaka, que denota a qual escola de fé a noiva pertence. No caso, a vaishnava.

“É um sonho realizado. Flávia reúne beleza, inteligência, criatividade e bom-humor. Parece que foi moldada especialmente para mim”, disse Serginho, que se emocionou ao receber também a bênção dos pais, a auditora Valquíria (57) e o professor José Onaldo Montenegro (65). “Eu dizia a todos que ela era a mulher com quem eu queria me casar. O universo me ouviu”, completou ele, que não aderiu ao hinduísmo, mas já incorporou hábitos da amada. “Há cinco meses não como carne vermelha ou frango e não senti falta.” Seguindo o estilo de vida do casal, o bufê não ofereceu carnes. Entre brindes de vinho tinto e espumante, 200 vips, como Adriana Lessa (33), atriz e apresentadora do TV Fama!, da Rede TV!, o paisagista Marcelo Faisal (44), um dos padrinhos de Flávia – que acaba de lançar o livro Beleza Natural -, e o deputado federal Walter Feldman (52), provaram delícias como canapés de queijo roquefort com nozes e de damasco com cream cheese. Entre os petiscos quentes, volau- vent de queijo com nozes e aspargos e samossas, os típicos pastéis indianos. Para jantar, saladas e risotos de abóbora com queijo brie e pignoli crocante e de funghi secchi.

Para completar, além do bolo, vermelho e com noivinhos, sorvete de pistache com calda de rosas e cálice de sorvete de coco com manga flambada em calda de laranja, servido com paçoca de pilão. “Conheço Flavinha desde 1995. Gostei do casamento, saiu do convencional e criou uma sintonia de amor e paz que nos envolveu”, disse Marcelo Faisal. “Foi lindo. Eles estão se casando, mas os presenteados somos nós, que recebemos essa vibração de amor. Quando a abracei, disse a ela que meu deus interior saudava o deus interior dela. Somos o resultado do que vivemos e aprendemos”, filosofou Adriana, assim como todos os convidados, com a testa ungida com as cinzas da fogueira com que os monges sagraram a paixão de Flávia e Serginho. A lua-de-mel foi na Costa do Sauípe, Bahia.

FOTOS: JOÃO PASSOS / BRASIL FOTOPRESS