FÓRMULA 1

Felipe Massa largou na ponta e ali ficou até o fim do Grande Prêmio Brasil, em Interlagos
Felipe Massa largou na ponta e ali ficou até o fim do Grande Prêmio Brasil, em Interlagos

por Márcia Gimenez e Luciana Palmeira

Domingo de sol e decisão na Fórmula 1. O público paulista não precisava de mais nada para se animar e ir ao Autódromo de Interlagos. Mas tinha muito mais. Era o dia da despedida do maior mito da história do esporte, o alemão Michael Schumacher (37). E também o dia em que o campeonato seria decidido. Com tantos motivos, o Grande Prêmio Brasil de 2006 foi chamado por muitos de “histórico”. E realmente entrou para a história como um dos mais emocionantes dos últimos tempos.

Nas arquibancandas, áreas vips e mesmo nos boxes o que se viu foi uma festa. Artistas, esportistas, empresários e o público em geral celebraram por todo o fim de semana. Só no domingo, 22, mais de 70 mil pessoas lotaram o autódromo. E saíram de alma lavada com a vitória do brasileiro Felipe Massa (25). Desde 1993, com Ayrton Senna (1960-1994), a torcida não tinha o prazer de ver a bandeira verde-e-amarela tremulando no lugar mais alto do pódio. O espanhol Fernando Alonso (25) – que está se despedindo da Renault e no próximo ano correrá pela McLaren – chegou em segundo lugar, confirmou o favoritismo e conquistou o bicampeonato. Já Schumacher deu o show que se espera de um mito. Depois de ficar em último lugar por conta de um pneu furado e voltar com quase uma volta de atraso, o alemão fez uma corrida de recuperação e chegou em 4º, a poucos milésimos do terceiro colocado.

Convidada para cantar o Hino Nacional antes da prova, a baiana Ivete Sangalo (34) não disfarçou a emoção. “Sou uma pessoa afortunada. Cantar o hino de meu país em um evento deste tamanho, e ainda com um brasileiro na pole? É demais para o meu coração!”, disse a cantora, que desembarcou no heliponto do centro médico do São Luiz acompanhada do empresário Marcus Braga (32), seu namorado há quase três meses. Ivete conheceu e elogiou as instalações do hospital montado dentro do autódromo – “coisa de primeiro mundo” – e ganhou dos pais de Felipe Massa, Ana Elena (49) e Luiz Antonio Massa (52), um macacão do piloto. “Vamos leiloá-lo em prol do Hospital do Câncer de Barretos”, informou ela, ao lado de Henrique Prata (53), diretor-geral da instituição.

Edson Arantes do Nascimento, o eterno rei Pelé (66), foi escolhido para homenagear Schumacher. O alemão, conhecido como o “Pelé das pistas” e declaradamente apaixonado por futebol, se emocionou ao ganhar de seu ídolo um troféu por sua brilhante carreira. “É triste se despedir. Estou muito nervoso”, comentou Schumi. O brasileiro o consolou: “Você está se despedindo no melhor da sua forma, e isto é muito bom.”

Após a cerimônia, realizada rapidamente na pista, antes da prova, Pelé comemorou a chance de homenagear o sete vezes campeão da Fórmula 1. “É uma honra um brasileiro representar milhões e milhões de fãs de Schumacher em todo o mundo”, disse.

E como quem é rei nunca perde a majestade, Pelé também recebeu o carinho de fãs famosos. Enquanto aguardava a hora de entrar em cena, o ex-jogador recebeu membros de equipes e pilotos, como Mark Webber (30), da Williams. Após uma breve conversa, o australiano saiu feliz, com uma bola autografada de presente.

Os vips que prestigiaram o GP Brasil não se cansavam de elogiar a grandiosidade do evento e sua estrutura impecável. Os atores globais Daniele Suzuki (29) – que interpretará a personagem Rosa na trama Pé na Jaca -, e Danton Mello (31) – de férias após o término de Sinhá Moça -, ficaram impressionados com o centro médico do Hospital São Luiz. “Só de ouvir o ronco dos motores já dá medo! Confesso que não sou nenhuma expert em Fórmula 1, mas acho emocionante assistir. Sei, no entanto, que a probabilidade de acontecer acidentes é grande e por isso é imprescindível uma superorganização da parte médica para atender qualquer urgência. Só não tinha noção da grandiosidade disso. É incrível”, disse ela.

Danton Mello confessa que passou um bom tempo sem assistir às corridas pela televisão: “Em 1994 vim pela primeira vez a Interlagos, onde vi os treinos e a última prova de Senna no Brasil. Logo depois, ele morreu… Foi uma grande perda. Esse fato, associado à invencibilidade de Schumacher, me deixou um pouco desestimulado, mas o surgimento de Alonso e Massa e a mudança em algumas regras tornaram o esporte mais competitivo. Com isso, há três anos, o hábito de parar qualquer coisa para ver a Fórmula 1 voltou”, comentou ele.

O jornalista Cesar Filho (40), do programa Ver para Crer, do SBT, apresentou o luxuoso mundo da Fórmula 1 à sua esposa, a atriz Elaine Mickely (25). “Vou às corridas desde que aconteciam no Rio, e sou tão aficcionado pelo esporte que, na época do Senna, tive até uma loja de produtos temáticos. A paixão
vem desde o tempo do Emerson (Fittipaldi)… Trazer Elaine aqui é emocionante”
, explicou ele, sorridente. A bela observava a performance dos pilotos na pista e não se incomodava com o barulho ensurdecedor característico da competição, que para muitos é uma trilha sonora inesquecível. “É engraçado como o ronco dos carros chega a doer e ao mesmo tempo é gostoso de escutar. A sensação de estar aqui, na despedida de Schumacher, ver Alonso se confirmando campeão mundial e assistir à vitória impecável de Massa é simplesmente indescritível. Ele é um piloto jovem e de muito talento, que ainda dará muitas alegrias ao povo brasileiro”, analisou ela.

Longe do trabalho, o âncora do telejornal global SPTV Carlos Tramontina (50) e o repórter do programa Domingo Espetacular, da Record, Rodolfo Gamberine (53), levaram os filhos Caio (16) e Fabio( 14), respectivamente, para curtirem a corrida histórica. “Eu sou muito fã, mas parece que Caio já me passou”, analisava Tramontina quando o filho emendou: “E já faz tempo”. Fabio, que é campeão brasileiro de kart, e Gamberine torciam por Massa, mas a inspiração do garoto, que sonha em competir na Fórmula 1, vem da Alemanha. “Schumacher é o melhor, quero ser como ele”, afirmou o jovem, contundente.

Em visita aos boxes das 11 equipes participantes da prova, a bela jornalista Ana Luiza Castro (27) se encantou com a movimentação. “Estive em Mônaco em 2004 e adorei a experiência. A Fórmula 1 é sempre emocionante, mas no Brasil tem um sabor ainda mais especial”, assegurou Ana Luiza, convidada do camarote vip do Hospital São Luiz.

No mesmo espaço, Delisiée Teixeira (30), repórter de esportes da Globo, e o namorado, o ator e cantor Juan Alba (41), eram só sorrisos.“Passei a semana inteira aqui, trabalhando. Hoje é diferente, pois estou como espectadora”, lembrou a jornalista. Juan, que já havia ido a Jacarepaguá, quando a corrida acontecia no Rio, fez sua estréia em Interlagos. “Estou feliz por participar de um evento histórico como esse”, comemorava ele.

Já a atriz Carla Regina (30), de Cidadão Brasileiro, da Record, chamava a atenção por onde passava com sua beleza bronzeada. No paddock, ela ressaltou a velocidade que os carros atingiam a cada uma das voltas. “É muito, muito rápido! Para mim tudo é novo e lindo, algo atípico. O evento é fantástico e as pessoas de várias nacionalidades que circulam por aqui dão um charme ainda mais especial”, vibrava ela, que pela primeira vez comparecia a um GP, ao lado do namorado, o médico Malcolm Montgomery (53).

O ator John Herbert (77), com a mulher, Cláudia Librach (56), revelou ser um aficcionado da velocidade, e há muito tempo. “A primeira corrida que vi aqui em Interlagos foi em 1950. Já vim várias vezes assistir à Fórmula 1”, informou ele. Antes da prova, John e Cláudia diziam que queriam que Massavencesse, mas também torciam por Schumacher. “Ele é brilhante, um piloto incrível”, elogiou John.

Outros espaços vips também atraíram famosos. No da Shell, parceira da escuderia Ferrari, Samuel Rosa (40), vocalista da banda mineira Skank, e seu filho Juliano (7) – também estreantes em Interlagos -, comemoraram eufóricos a vitória de Felipe Massa. “Boto muita fé nesse menino, ele está de parabéns e ainda trará muitas vitórias ao Brasil. Sou saudosista e lembro com muito carinho do Senna, mas estamos numa nova fase da Fórmula 1“, vibrou o cantor.

Descontração nos camarotes do paddock, concentração nos boxes. Nelsinho Piquet (21), filho do tricampeão Nelson Piquet (54), há menos de dois meses fazendo parte da equipe Renault como piloto de testes, olhava atentamente para a posição do colega de equipe, Alonso, durante a prova. “Sabia que o campeonato já estava ganho, mas como era a última corrida do Schumi, pensei que ele fosse vencer”, analisou o jovem.

O camarote vip do Hospital São Luiz também recebeu os atores globais Thiago Lacerda (28), Alinne Moraes (23), Vanessa Giácomo (23) e Daniel Oliveira (29). Os belos se empolgaram ao ver o show de velocidade. “Dá vontade de pegar um carro, entrar na pista e correr também. É pura adrenalina”, contou Thiago à modelo Isabella Fiorentino (29). Ela concordou: “Também sou apaixonada, aprendi com meu pai a assistir às corridas.”

Um pouco desconfiada a princípio, Alinne admitia: “Tenho um pouco de medo de velocidade.” No entanto, bastou ouvir um pouco o ronco dos motores para se entusiasmar. “Esse barulho é maravilhoso! Dá até vontade de ligar para os amigos, só para contar que estou aqui”, disse. Alinne, Thiago e Isabella ainda tiveram a chance de dar uma volta em carros de corrida da Porsche, que disputaram provas preliminares ao GP. “A experiência de correr em um carro nessa pista é inesquecível”, assegurou Thiago, feliz.

FOTOS:
BRAINPIX, CASSIANO DE SOUZA/CBS IMAGENS, SAMUEL CHAVES/S4 PHOTOPRESS E SÉRGIO SANDERSON/GP BRASIL DE F1