Revolução paulistana: São Paulo como a capital do design
A capital paulista vive maratona de exposições

No início deste mês, a cidade de São Paulo vivenciou uma semana de maratona com exposições, palestras, feiras de design de boa qualidade e muitos lançamentos de designers brasileiros e estrangeiros. Tanto agito mostrou que a capital paulista é uma boa competidora para vencer o concorrido título de capital do design brasileiro. Afinal, mesmo em um ano de dinheiro curto, as empresas, as escolas e os ateliês espalhados pela metrópole deixaram claro que o que vale mesmo são as ideias criativas e inovadoras e não apresentações luxuosas sem conteúdo. E deu para ver isso na exposição A Moda da Mula Preta, na flagship da Marché Art de Vie. Por lá estavam peças ícones da marca nordestina, como a mesa Ping x Pong. Não posso deixar de citar a feliz parceria entre o designer paulista Paulo Alves (50) e o designer gaúcho Hugo França (62). A partir da madeira, eles criaram “peças únicas que nenhum dos dois faria sozinho”, reconhece Paulo, como os banquinho Quariquara (abaixo). Outra grife que me chamou a atenção foi a By Kamy, uma releitura dos desenhos da pintora modernista paulista Tarsila do Amaral (1886–1973), tornando mais acessível seu trabalho. Sob a curadoria do artista plástico paulista Felipe Morozini (41), renomados designers do Brasil usaram barro, pedra e carvão para criar a coleção Viagem ao Centro da Terra na Estar Móveis, fazendo a gente pensar na essência do mundo. Já a companhia italiana Acierno mostrou a Nova Geometria Urbana, em que jovens arquitetos desvendaram o novo habitat dos grandes centros metropolitanos.