ENTREVISTA: Soraya Moraes com o coração apertado

Soraya Moraes
Soraya Moraes - Divulgação

Por Patrícia Moraes

A poucas horas do Gramy Latino 2008, que consagra os melhores da música latino-americana, a brasileira está apreensiva com a competição. Ela foi indicada em três categorias, mas carrega a responsabilidade de ser a primeira cantora gospel que disputa na categoria Melhor Canção Brasileira em Língua Portuguesa, concorrendo com Djavan, Vanessa da Matta, Jorge Vercillo e Sérgio Mendes. “O coração fica apertado pois sei que estamos competindo com profissionais do mais alto gabarito”, explicou a artista responsável pelo álbum Som da Chuva, entre as finalistas da premiação, que acontece amanhã, em Houston, nos EUA.

– Como é estar em Houston, entre os melhores artistas do Grammy Latino 2008?
– É um grande privilégio e um sonho sendo realizado. Sinto o peso dessa grande responsabilidade por estar representando a musica cristã brasileira. É emocionante encontrar no lobby do hotel pessoas conhecidas mundialmente e saber que somos parte desse grande evento.

– Por que acha que foi indicada nas categorias Melhor Canção Brasileira em Língua Portuguesa, Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Espanhola e Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa?
– Acho que se deve ao reconhecimento dos membros da academia pelo nosso trabalho.

– Qual a emoção de representar o Brasil nesse evento?
– O coração fica apertado pois sei que estamos competindo com profissionais do mais alto gabarito no nível mundial.

– Quais são suas inspirações musicais e como despertou em você a vontade de ser cantora?
– Eu gosto muito da Whitney Houston, Mariah Carey, Cece Winnans. Desde criança, eu cantava na igreja e foi ficando cada vez mais intenso até o momento em que se tornou o que eu sou hoje.

– Quem mais deu força para sua carreira?
– Ninguém chega a lugar nenhum sem a ajuda de outras pessoas. Mas sempre tem quem te atira pedras. Quem mais me deu forças e fez com que eu nunca desistisse foram meus pais e o meu marido, Marco Moraes.

– O que mudou em sua vida desde a indicação ao Grammy?
– Em 1995, eu ganhei o Grammy Latino como cantora gospel e este ano estou com três indicações. Com isso, eu adquiri maior credibilidade. O ganho profissional é imensurável.

– Se ganhar, a quem vai dedicar o prêmio?
– Dedico a Deus, que me permitiu chegar até onde cheguei, que iluminou todos os caminhos, ao meu marido e à minha filha, Rayssa. Também agradeço pelo apoio da minha gravadora, da minha equipe. Além disso, agradeço aos membros da Academia, que acreditaram em nosso trabalho.

– Como você sintetiza este momento?
– Se não ganhar, eu já estou satisfeita por ter chegado até aqui, pois a indicação já é uma grande honra. Muitos artistas trabalharam uma vida inteira e nunca foram indicados a um Grammy. Resumindo, estou muito feliz.