CARLA BRUNI NO RITUAL DE ADEUS AO FILHO DE GÉRARD DEPARDIEU

Ela representa o presidente Nicolas Sarkozy e consola a mãe e a irmã do ator francês Guillaume Depardieu, morto aos 37 anos

A primeira-dama da França, Carla Bruni-Sarkozy (40) representou o marido, o presidente Nicolas Sarkozy (53), em triste missão: prestar as últimas homenagens ao ator Guillaume Depardieu.

Morto aos 37 anos vítima de pneumonia, ele era o primogênito do astro do cinema francês Gérard Depardieu (59), com quem jamais desenvolveu uma saudável relação de pai e filho. Amigos e familiares assistiram à missa de corpo presente na igreja de Bougival, próximo de Paris. Carla Bruni chegou acompanhada da mãe, Marisa Bruni-Tedeschi (77), e da irmã, Valeria Bruni- Tedeschi (43), e adiantou-se em consolar a mãe do ator, Elisabeth Depardieu (67), a irmã, Julie Depardieu (35), e a ex-mulher, Elise Ventre, com quem Guillaume teve uma filha, Louise (7). “Ele era uma criança e, depois, um homem que você sempre imaginava se voltaria para casa à noite”, reconheceu a mãe, visivelmente abatida.

Gérard Depardieu, que nos últimos anos chegou a repudiar publicamente o filho, também demonstrou tristeza com a perda. “Gérard está devastado”, afirmou a assessoria de imprensa dele, Artmedia. O astro não concedeu entrevistas e se resguardou dos flashes, sendo apenas visto pelos fãs que cercavam a igreja por um telão externo, que transmitiu o emocionante momento em que ele leu uma passagem do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944).

Também presentes, a estrela italiana Monica Bellucci (44) e o marido, o ator francês Vincent Cassel (41), as atrizes Romane Bohringer (35) e Nathalie Baye (60), o cantor Benjamin Biolay (35) e os diretores Luc Besson (49) e Claude Berri (74). A morte de Guillaume chocou até quem estava próximo dele nos últimos dias, como a equipe do longa L’Enfance d’Icare, que filmava na Romênia.

Três dias antes de morrer, o ator se sentiu mal e retornou às pressas à França. Foi internado no hospital Raymond-Poincare de Garches, mas não resistiu. Por ironia do destino, Guillaume faleceu justamente quando parecia voltar às boas com a profissão – e com a vida. “Graças a Rivette, eu comecei a acreditar no cinema de novo”, confessara ele há cerca de um ano e meio, durante as filmagens de The Duchess of Langeais, do diretor Jacques Rivette (80). Só em 2008, o ator participou de uma produção para a TV, lançou três longas e deixou outro concluído.

Já seu passado foi marcado por uso de drogas, alcoolismo, prostituição, duas prisões e intermináveis brigas com o pai famoso. Em 1996, Guillaume sofreu grave acidente de moto e, durante sua internação, ele contraiu uma rara bactéria que, mesmo após 17 operações, levou ao amputamento de sua perna direita em 2003.

Em sua auto-biografia, Tout Donner, ele acusou o pai de negligência, mas admitiu alguns erros. “Antes mesmo de meu pai se tornar famoso, eu jamais fui fácil.”