Adriane Galisteu: “Loiras sofrem preconceito”

Polêmica por natureza, a apresentadora diz tudo o que vem à cabeça. “Não acho que a loiras são as preferidas. Na verdade, elas passam por um processo complicado de preconceito”, disparou. Convidada pelo canal TNT para participar de mais um episódio do programa episódio TNT + FILME, que vai ao ar no próximo dia 14, ela recebeu a equipe do programa na casa do namorado, Alexandre Iódice, para falar sobre a dor e a delícia de ser uma “blond girl” de carteirinha e ainda comentar as loiras mais marcantes do cinema.

“Sou loira, apaixonada por cinema, mas não entendida (risos). Eu não acho que faz tanta diferença assim, no cinema, ser loira, morena, ruiva, japonesa. Não é o que vem em primeiro plano. É claro que exerce uma polêmica, a pergunta de por que os homens preferem as loiras, ou o que as morenas têm de mais e que as loiras têm de menos, aquela coisa que todo mundo brinca. Acho tudo isso uma grande bobagem. Mulher bonita tem a rodo. Eu quero ver é fazer a diferença, completou a entrevistada.

Sobre a tonalidade que escolheu para os cabelos, já que tem os fios um pouco mais escuros, a artista garante que apenas tenta parecer melhor para ela mesma. “Eu não consigo imaginar o meu cabelo de outra cor. Não consigo me ver com outra cor de cabelo, mas porque acho que combina, não porque faz mais sucesso ou chama mais atenção”. Para finalizar, Galisteu fez uma lista com as atrizes preferidas das telonas. “Em cena, o que vale na telona é o talento e ponto. E temos loiras talentosíssimas. A Marilyn (Monroe) foi, sem sombra de dúvida, a mais marcante de todas, por mais que tenha tido uma vida e uma carreira muito curtas. Ela continua sendo uma pequena mulher, mas que faz um barulho imenso! É e sempre será uma referência. A Brigitte Bardot, por outro lado, envelheceu de uma forma diferente, mas continua mexendo com o imaginário de muita gente. A Nicole Kidman, por exemplo, teve que se ‘enfeiar’ para o papel premiado de As Horas, e eu achei um trabalho brilhante. De repente, ela teve que fazer tudo isso para conseguir provar o seu valor, passar por cima da beleza. É o caso da Charlize Theron, em Monster, que passou pelo mesmo processo. Aquele espetáculo de mulher teve que se transformar num monstro para conseguir seu espaço. Será que é necessário tudo isso, em 2008? Talvez seja, concluiu.