PING-PONG: Rodrigo Faro fala sobre missão…
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difícil como apresentador do Ídolos, da Record. O programa, que é um sucesso no mundo inteiro, seleciona os mais diversos artistas amadores em uma competição na qual o ganhador tem a chance de se tornar ídolo nacional. Convivendo com 30 mil candidatos querendo ser celebridades da música, o apresentador enfrenta seu maior desafio: “lidar com o sonho de tanta gente”. “Eu socorri um homem que teve um ataque epilético na fila, no começoi do programa. Foi fundamental para salvar a vida dele”, contou. Na reta final, o programa exibido no Brasil já consolidou média de 15 pontos, pico de 18 e share de 28% até o momento, garantindo o segundo lugar de audiência no horário.“A próxima fase irá selecionar, em um processo de workshop, dez pessoas que passarão para a última etapa do concurso, os concertos. A escolha para os jurados fica cada vez mais difícil”.
No programa desta semana, o público escolheu outros três finalistas: Maria Christina, Amandí Cortez e Rafael Barreto. Os jurados enviaram para repescagem Mariana Bravo e Rubens Daniel. Esses candidatos se juntaram a Pedrinho Black, Rafael Bernardo e Lorena Chaves, escolhidos na semana passada.
PORTAL CARAS: O que está achando da experiência de apresentar o Ídolos?
RF: É uma experiência que está marcando minha vida.
PORTAL CARAS: Por quê?
RF: Nunca fiz nada parecido. Estou lidando com 30 mil sonhos e eu, como apresentador, sou pára-raio de todas as emoções, como a frustração das pessoas que, de repente, recebem um não dos jurados que não esperavam. Tem aqueles que deixam a família, o trabalho, a faculdade atrás desse sonho, acreditando que poderão ter uma vida melhor fazendo música.
PORTAL CARAS: É cansativo para você?
RF: Claro que tem o lado exaustivo, essa troca de energias. Eu sou aquela pessoa que está lá, tanto para alegria, quando a pessoa recebe um “sim”, quanto para decepção. Fico lá para abraçar também na tristeza profunda.
PORTAL CARAS: O que aconteceu de mais estranho durante esses meses de programa?
RF: Socorri um homem que teve um ataque epilético na fila, no início do programa, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Percebi que ele tinha caído de longe, larguei o microfone, pulei a grade da arquibancada e fui socorrê-lo. Desenrolei a língua e contei com a ajuda de outros sete candidatos. Com certeza, isso foi fundamental para salvar a vida dele.
PORTAL CARAS: Foi a experiência mais marcante?
RF: Foi. Desde esse episódio, nada tão aconteceu, felizmente.
PORTAL CARAS: E o que chama ainda a sua atenção?
RF: São aqueles candidatos sem noção, que querem provar a todo tempo para mim que têm talento. Esses também são inesquecíveis (risos).
PORTAL CARAS: Como você encara isso?
RF: Tenho que dizer que sou apenas o apresentador e não o jurado da atração.
PORTAL CARAS: Quem é o melhor na sua opinião?
RF: Ah, não posso avaliar, isso é tarefa dos jurados.