UNIDOS PELA TECNOLOGIA, STAFF E FITTIPALDI APLAUDEM MONTADORA
VIA SATÉLITE, ÁS DAS PISTAS SAÚDA WAGONER, HENDERSON, ARDILA, PINHEIRO NETO E YOUNG PELOS 100 ANOS DA COMPANHIA QUE PILOTAM

por Valéria Baraccat
Em estúdio montado no térreo da matriz da General Motors Corporation, GM, no Renaissance Center, em Detroit, EUA, a história da admirável companhia, que completa 100 anos em 2008, foi recontada de maneira emblemática, unindo mais de 2000 pessoas, entre vips, funcionários e cerca de 200 jornalistas. A CARAS foi o único veículo representando a América Latina a assistir ao vivo a transmissão simultânea para os EUA, Canadá, Rússia, Alemanha, México, Austrália, China, Corea, Índia, Emirados Árabes, África do Sul e Brasil. Além da história da companhia, o vídeo trazia mensagens de membros do staff e amigos da GM de todo o mundo. Entre estes últimos, o ex-piloto Emerson Fittipaldi (61), que deu seu recado direto de Indianápolis. “Parabéns pelos 100 anos. Posso ver a GM no futuro com sucesso. Boa sorte“, desejou o bicampeão da Fórmula 1 e campeão da Fórmula Indy, em um Corvette E85, a etanol e gasolina.
Repetida ao longo do dia festivo, a frase “GM Next Day” – algo como GM Amanhã – mostrava que futuro é tema de hoje na empresa. Foi esta a súmula da fala de Rick Wagoner (55), presidente do conselho e CEO da GM, que discorreu sobre comprometimento com o futuro. “Mais do que ter 100 anos, a GM lidera criando carros com paixão. O século começa voltado para tecnologia e design, respeitando o meio ambiente“, disse Wagoner, líder de 280000 funcionários em todo o globo. Um exemplo: o Chevrolet Volt, carro-conceito elétrico que percorre até 60 km sem usar gasolina – acionada só na falta da bateria -, a ser produzido em 2010.
Entre modelos marcantes como Buick, Cadillac, Oldsmobile , Pontiac, Corvette e Camaro, três executivos-chave da empresa mostraram que têm em comum o amor pelo Brasil. Wagoner teve duas passagens pelo país: em 1981, como tesoureiro, e em 1991, como presidente, cargo que ocupou por dois anos. Depois foi a vez do presidente e COO Fritz Henderson (49), entre 1997 e 2000. Já o vicepresidente executivo Ray Young (46) ocupou a presidência da empresa no Brasil entre 2004 e 2007. Em português fluente, eles contaram o quanto gostam do país, lembraram de pratos como a feijoada e afirmaram que o Brasil é um “país de futuro” para a GM, que deve crescer 25% em 2008 no país. “Estamos investindo em produtos, fábricas, tecnologia. A perspectiva é ótima“, afirmou Herderson. Em São Caetano do Sul, no ABC paulista, Jaime Ardila (53) e José Carlos Pinheiro Neto (63), presidente e vice da companhia no Brasil e no Mercosul, também exultavam.
Quatro dias antes, a GM foi homenageada pela diretoria da Bolsa de Valores de Nova York. Young tocou o sino que abre o pregão e recebeu do CEO da Bolsa, Duncan Niederauer (53), réplica do martelo de marcar lances e medalhas. “O reconhecimento da GM pela bolsa é importante também para a economia americana e global“, considerou Young, entusiasmado.