COUTURE HIVER 2008/2009 – LACROIX

Overdose ou hipnose??

COUTURE HIVER 2008/2009 - LACROIX
COUTURE HIVER 2008/2009 - LACROIX

Uma viagem alucinante, porque – não tem jeito – Lacroix é Lacroix para todo o sempre. Cada centímetro de tecido tem seu touch, seu delírio, sua luz, sua paixão sem limites. E, quer saber?, a paixão não cega, não, a paixão arregala os olhos. De repente, descobrimos países desconhecidos (seria uma floresta mágica??), onde mil folhas de mousseline estremecem a cada passo, onde mil flores bordadas à mão se torcem e se retorcem até compor buquês de uma complexidade louca, barroca sim, em-bri-a-ga-do-r quadro meio “de época” (que pintor seria esse??), impossível de assumir. Concordo: seria lindolindo pendurado na parede da minha casa, ou… ah, sei lá. Enfim, disse “nãonãonão Conrado“, mas ele ficou tão “fúria” que acabei comprando uma bolsa de “reconciliação”. Mas – sai ano, entra ano – o tempo me ensinou a VER Lacroix. Olha só: como uma madona espanhola – o rosto da mulher-couture chega velado de renda negra. Um mix de cores, texturas e estilos históricos (fauna, flora e… Velásquez!) agarra o olho da gente. O visú de repente é de “majestade”, ricamente iluminado. De repente, o de uma duquesa que, coitadinha, vive isolada num castelo da Provence. De repente, escuridão e… Bzzzzzz. São as mulheres-insetos sangue azul (em tons de escaravelho, corsetados/bordados), personagens de um “bestiário” fashion não identificado… Depois, silhuetas folheadas, camadas e mais camadas de mousseline cor de tronco de árvore antiga. Tudo é extremista, efervescente, absolutamente delirante. Nada fica no meio do caminho, sabe como? Vai daí… você ama? Ou você odeia?