Aos 47 anos, atriz abre o coração sobre o drama da mãe contra o alcoolismo: ‘Dez anos em um buraco’
Atriz revelou como o sofrimento da mãe após a separação dos pais marcou sua infância e influenciou seu processo de cura emocional

Carolina Dieckmann (47) emocionou os fãs ao revelar detalhes de um trauma que marcou sua infância. A atriz contou que viu a mãe passar uma década mergulhada no álcool após a separação dos pais e afirmou que revisitar essa história durante as gravações do filme (Des)controle (2025), no qual interpreta uma mulher que enfrenta problemas relacionados ao álcool, a ajudou a encontrar um processo de cura emocional.
Fase difícil após separação dos pais
Ao recordar o passado, a atriz contou que a separação dos pais desencadeou uma fase extremamente difícil para a família.
“Alcoolismo, para mim, já era um assunto muito de dentro. Minha mãe… teve uma época… Quando ela se separou do meu pai, minha casa pegou fogo, aconteceu um monte de coisa… Eles se separaram, e minha mãe ficou 10 anos bebendo, emburacada, e a gente entendendo que, talvez, ela fosse alcoólatra, palavra que a gente usava antigamente”, revelou.
Segundo Carolina, a mãe passou anos mergulhada em tristeza e sofrimento emocional, o que marcou profundamente sua percepção sobre os efeitos do álcool.

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A decisão que mudou tudo
A atriz contou que a recuperação aconteceu de forma inesperada e sem acompanhamento especializado.
“Ela deitada numa cama, muito triste, frágil. Um belo dia ela levantou, falou que ia parar de beber e de fumar e nunca mais. Sem frequentar nada. Entendemos, depois, que, talvez, ela não fosse alcoólica, porque depois voltou a beber só socialmente. Então, ela realmente escolheu se anestesiar através do álcool e ficou 10 anos num buraco”, afirmou a famosa, que perdeu a mãe em 2019, após um mal súbito.
As marcas deixadas na infância
A estrela revelou que cresceu observando o sofrimento da mulher que considerava sua maior referência.
“Tenho uma visão do que o álcool faz em um lugar muito íntimo. De eu ter 10, 11 anos, estar me descobrindo mulher e ver aquela mulher, que era minha super mulher, deitada numa cama, sofrendo por amor, sem conseguir levantar. Eu tinha isso para dar para à personagem. Sou uma criança que já estive no banco de trás e minha mãe bateu com o carro. Chorei muito e me curei muito”.
O relato evidencia como as experiências vividas na infância acabaram servindo como material emocional para a construção da personagem interpretada por ela no longa.

Momento de cura
Carolina também revelou que reviver essas lembranças durante as gravações teve um efeito transformador em sua própria vida.
“Tive momentos no set em que eu saía e falava: ‘Caramba, mãe, tô me curando aqui. Tô entendendo uma parada que não tinha como entender mais nova’. Me curei não através da palavra, mas do que conseguir acessar dentro.”
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