Aos 51 anos, atriz vai dirigir astro de Hollywood após superar acidente assustador; saiba quem é
De um acidente assustador na juventude ao auge no cinema internacional: atriz revela detalhes da vida íntima e fala sobre sua nova fase

O cinema nacional e internacional se prepara para receber uma nova produção de peso, dirigida por uma estrela que atinge um novo ponto alto em sua trajetória. A artista assume a direção do filme “Cuddles” (Abraços), um drama que reflete sobre a falta de afeto em um futuro dominado pela alienação virtual. O projeto tem no elenco figuras de destaque, como a atriz Fernanda Torres e o ator norte-americano Willem Dafoe. Esse trabalho marca o retorno de uma parceria de sucesso no cinema, mas a jornada de quem está por trás das câmeras é o que mais prende a atenção do público.
Antes de comandar sets de filmagem com grandes produções internacionais, a vida dessa artista teve episódios intensos de superação física. Aos 17 anos, ela sofreu um grave acidente de carro que deixou sequelas visíveis. Em uma conversa com o canal Universa, conduzida por Maria Ribeiro, a diretora compartilhou um fato surpreendente: ela viveu quase dez anos com um pedaço de vidro alojado no canto do olho. Mesmo com a chance de realizar cirurgias plásticas para apagar as marcas do ocorrido, o próprio médico recomendou não operar novamente. Como resultado, ela transformou essas cicatrizes em parte de sua identidade pessoal e artística.
É exatamente ao chegar aos 51 anos que essa soma de experiências ganha um rosto, um nome e uma clareza sobre o próprio corpo: estamos falando de Bárbara Paz. A atriz e agora diretora consolida sua voz na arte e na forma como se apresenta ao mundo. Em participação recente no podcast Almasculina, apresentado por Paulo Azevedo, Bárbara revelou que se entende como uma pessoa não-binária. Isso significa que ela não se vê de forma restrita aos gêneros masculino ou feminino. Ela afirmou ser um indivíduo plural, destacando que a imaginação trabalha o tempo todo e que se considera muitas coisas em uma só.
A busca por se entender e a pandemia
A artista explicou que o período de isolamento serviu como um momento ideal para obter maior autoconhecimento. Foi na pandemia que o tema ganhou espaço real na sua rotina. Segundo ela, ao escutar debates sobre pessoas transgênero e não-binárias, começou a questionar sensações que guardava desde a infância.
Bárbara mencionou que muitas vezes se olhava no espelho e se sentia um garoto. Hoje, enxerga uma mulher com curvas e gosta da ideia de ser menino e menina ao mesmo tempo. Essa liberdade permite que ela respire e seja ela mesma, com foco em gostar de pessoas em vez de focar em rótulos.

O tabu dentro de casa
Esse processo de entendimento chegou após anos de silêncio familiar. A diretora recordou na mesma entrevista que a sexualidade não era um assunto falado dentro de casa durante o seu crescimento. O pouco que aprendeu sobre o tema foi buscando informações sozinha e lendo revistas.
A falta de diálogo fez com que ela não se questionasse muito no passado sobre a obrigação de ser homem ou mulher. A resposta se tornou simples com o tempo: a atração acontece por pessoas. Ela relatou que até hoje se apaixonou por homens, mas reforça de forma clara que gosta do ser humano de forma ampla.
Afeto nas telas e na vida real
O momento de certeza pessoal caminha lado a lado com o desafio no audiovisual. O longa “Cuddles” acompanha Dante, um profissional pago para dar abraços em estranhos. A rotina do personagem muda ao conhecer Ava, uma imigrante que traz empatia e calor humano para a relação. A história cruza com a atual fase de Bárbara: uma etapa que valoriza a conexão humana acima de tudo. Com coprodução de empresas como Conspiração Filmes e TV Globo, ela volta a dirigir Willem Dafoe, com quem trabalhou no documentário sobre Hector Babenco.