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Aos 75 anos, apresentador da Globo guarda relíquia inesperada no quarto de sua mansão

O detalhe veio à tona durante a pandemia e revelou um lado pouco conhecido do apresentador dentro de casa.

Serginho Groisman
Serginho Groisman exibe TVs retrô no quarto da sua mansão - FOTO: Globo/Reprodução

A passagem do tempo costuma revelar muito mais do que números na certidão de nascimento. Em alguns casos, ela também aparece nos objetos escolhidos para contar histórias dentro de casa. Foi exatamente isso que chamou a atenção do público durante um período inesperado da televisão brasileira, quando famosos abriram as portas de suas residências sem planejamento prévio e mostraram lados pouco conhecidos da própria intimidade.

Durante a pandemia de Covid-19, milhões de brasileiros passaram a observar com curiosidade cada detalhe dos cenários improvisados por artistas e apresentadores. Livros, quadros, discos e móveis ganharam protagonismo nas transmissões caseiras. No caso do apresentador Serginho Groisman, porém, um elemento específico roubou a cena e despertou comentários nas redes sociais: televisores antigos usados como parte da decoração do quarto em sua mansão.

Mais do que um simples enfeite retrô, o detalhe revelou uma relação afetiva com a própria história da televisão brasileira e também com o passar dos anos.

TVs antigas viram símbolo de memória afetiva na casa do apresentador

Quando o programa Altas Horas deixou temporariamente o estúdio da Globo em São Paulo e passou a ser gravado diretamente do escritório residencial do apresentador, o público ganhou uma perspectiva inédita do ambiente pessoal de Serginho. O formato remoto, adotado em março de 2020, transformou o espaço doméstico em cenário oficial do programa por cerca de nove meses.

Foi nesse contexto que os televisores antigos apareceram ao fundo das gravações. Modelos clássicos, com design robusto e aparência típica das décadas passadas, passaram a integrar o cenário de maneira natural, quase como personagens silenciosos das entrevistas virtuais.

A escolha não parecia casual. Para quem construiu uma carreira inteira diante das câmeras, cercar-se de aparelhos que marcaram diferentes fases da tecnologia televisiva soa como um tributo à própria trajetória profissional. Os aparelhos funcionavam como uma espécie de linha do tempo visual, lembrando a evolução da comunicação e também da carreira do apresentador.

O apresentador Serginho Groisman
O apresentador Serginho Groisman – Foto: Divulgação/Globo

O charme retrô que conecta gerações e desperta curiosidade

O fascínio por objetos vintage cresceu nos últimos anos, especialmente entre celebridades que buscam dar identidade aos ambientes de suas casas. No caso de Serginho, o uso das TVs antigas ultrapassa a estética. Existe ali uma narrativa sobre permanência, memória e identidade.

Enquanto o mundo vivia uma transformação acelerada causada pela pandemia, o apresentador escolheu manter por perto símbolos de outra era tecnológica. O contraste entre entrevistas virtuais feitas por plataformas digitais e televisores analógicos ao fundo criou um diálogo curioso entre passado e presente.

Para muitos telespectadores, o detalhe despertou nostalgia imediata. As imagens lembravam salas de estar das décadas de 1980 e 1990, período em que a televisão era o principal centro de convivência familiar. O cenário acabou reforçando uma característica marcante do próprio Serginho: a capacidade de conversar com diferentes gerações ao mesmo tempo.

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Pandemia revelou lado íntimo e reforçou a imagem atemporal de Serginho

A fase de gravações em casa durou até dezembro de 2020, quando o apresentador retornou aos Estúdios Globo em São Paulo e retomou o formato tradicional do programa. Ainda assim, aquele período deixou marcas importantes na percepção do público.

Sem plateia, sem palco e sem a energia habitual do auditório, o apresentador mostrou uma versão mais íntima e próxima de quem o acompanha há décadas. O ambiente residencial evidenciou que, apesar das mudanças tecnológicas e do avanço do streaming, a essência da televisão continua sendo a conexão humana.

As TVs antigas, que inicialmente pareciam apenas curiosidade decorativa, acabaram simbolizando algo maior: o diálogo entre passado e presente na carreira de um comunicador que atravessa gerações sem perder relevância.

Hoje, ao revisitar imagens daquele período, fica evidente que a idade, longe de representar distanciamento, pode ser também um elemento de charme e autenticidade. No caso de Serginho Groisman, os objetos retrô espalhados pelo quarto da mansão não são apenas peças decorativas. São lembranças vivas de uma história construída diante das câmeras e acompanhada por milhões de brasileiros ao longo do tempo.

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Paulo Henrique Lima é repórter de pautas especiais do Grupo Perfil. Tem passagens por diversos veículos de comunicação na web. É apaixonado por entretenimento e realities.