Justiça proíbe demolição de mansão de R$ 39 milhões onde uma das maiores atrizes do cinema viveu seus últimos dias
Casal planejava derrubar residência histórica em Los Angeles para construir novo casarão, mas prefeitura barra obra com título de monumento cultural

A batalha judicial pela preservação da última morada de Marilyn Monroe acaba de ganhar um capítulo decisivo. Em Los Angeles, a Justiça dos Estados Unidos impediu que os atuais proprietários demolissem a casa onde a maior estrela de Hollywood passou seus últimos meses. O casal Roy Bank e Brinah Milstein comprou a propriedade em 2023 por US$ 8 milhões (cerca de R$ 39 milhões) com o objetivo de colocar o antigo bangalô abaixo e erguer uma mansão moderna no terreno.
O título de Monumento Histórico
Os planos de renovação do casal foram interrompidos por uma manobra estratégica da prefeitura de Los Angeles. As autoridades decidiram conceder ao imóvel o status de “Monumento Histórico-Cultural”. Dessa forma, qualquer alteração estrutural profunda na residência tornou-se proibida por lei. Localizada em Brentwood, um dos bairros mais nobres da Califórnia, a casa é um charmoso bangalô em estilo espanhol construído em 1929. Foi exatamente entre aquelas paredes que Marilyn Monroe faleceu, em agosto de 1962, aos 36 anos.
O impasse financeiro e os argumentos dos proprietários
A disputa não envolve apenas memória, mas também grandes cifras. Segundo a revista online Casa e Jardim, os atuais donos já haviam investido cerca de R$ 147 mil apenas em taxas e autorizações para a demolição antes da prefeitura mudar de posicionamento. No processo judicial, Roy e Brinah argumentam que o imóvel não conserva quase nada do período em que a atriz morou lá. Eles afirmam que, ao longo de seis décadas, sucessivos proprietários fizeram reformas tão intensas que a essência da passagem de Monroe pelo local teria se perdido por completo.
Além disso, os donos relatam transtornos constantes devido à fama do endereço. Segundo o casal, foi necessário contratar segurança privada para conter invasões de turistas e fãs obcecados que tentam encontrar objetos pessoais da estrela no terreno.
Uma vitória para o patrimônio cultural
Apesar das alegações de que a casa foi descaracterizada, a Justiça Federal manteve a proteção histórica. O tribunal entende que o valor simbólico da residência para a história de Hollywood supera as reformas feitas ao longo dos anos. O local continua sendo um ponto de peregrinação e um marco da cultura pop mundial. Recentemente, o advogado da família afirmou que a decisão foi “surpreendente” e que o casal pretende recorrer. Portanto, por enquanto, as escavadeiras continuam longe de Brentwood e o legado físico de Marilyn permanece preservado.
O fenômeno que moldou a Era de Ouro de Hollywood
Marilyn Monroe foi muito mais do que um símbolo de beleza; ela se consolidou como uma das maiores e mais rentáveis atrizes que a indústria cinematográfica já viu. Originalmente, sua trajetória foi marcada por uma ascensão meteórica, estrelando 29 filmes que se tornaram pilares da história de Hollywood. Dessa forma, sua presença em clássicos como “O Pecado Mora ao Lado” (1955), “Quanto Mais Quente Melhor” (1959) e o denso “Os Desajustados” (1961) provou sua versatilidade entre a comédia magnética e o drama profundo.
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