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Aos 26 anos e com fortuna milionária, maior atleta olímpica do Brasil crava data de aposentadoria

Com fortuna consolidada fora do esporte, a maior medalhista olímpica do país revelou quando pretende deixar as competições; entenda os motivos da decisão

Foto: Instagram

A rotina de treinos e o calendário de competições de alto rendimento cobram um preço alto do corpo humano. Entendendo essa realidade, a atleta com mais pódios olímpicos na história do Brasil já tem um limite traçado para a sua carreira no esporte. Após optar por uma pausa estratégica nas competições, focada na recuperação física e na manutenção da saúde mental, a ginasta constrói o seu retorno aos ginásios de forma gradual e sem pressa. No entanto, a linha de chegada definitiva já está marcada: as Olimpíadas de 2028, em Los Angeles. A atleta explicou que a capacidade de entregar o rendimento máximo tem prazo de validade e que o ciclo olímpico nos Estados Unidos será o seu limite competitivo.

Fora dos treinos, a atleta diversificou seus ganhos e consolidou um patrimônio expressivo. Apenas com os resultados das Olimpíadas de Paris 2024, o prêmio em dinheiro ultrapassou os R$ 826 mil, valor repassado como bônus pelo Comitê Olímpico do Brasil. O faturamento anual da esportista gira entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão apenas com publicidade, impulsionado por um portfólio de 12 grandes parceiros, incluindo marcas de automóveis e cosméticos. Além disso, a presença VIP e o trabalho de imagem no Carnaval geraram um cachê na casa dos R$ 800 mil, segundo informações do colunista Lucas Pasin. Esse montante ainda se soma à remuneração fixa de cerca de R$ 20 mil mensais paga por seu clube, em contrato assinado até 2028.

Quem é a ginasta?

Toda essa visão de negócios, aliada ao planejamento rigoroso da aposentadoria, pertence a uma jovem. Aos 26 anos, Rebeca Andrade acumula a maturidade de quem já dedica 20 anos da própria vida à ginástica. Essa vivência precoce no alto rendimento permite que Rebeca compreenda com exatidão até onde seu físico suporta ir.

Após passar por oito cirurgias no joelho e conviver com o impacto de suportar 14 vezes o próprio peso em determinados movimentos, a ginasta prioriza o respeito aos seus limites. O objetivo central é dosar o esforço para conseguir encerrar sua trajetória com saúde.

Rebea Andrade vive com esse problema há anos
Rebea Andrade – Reprodução/Instagram

Adaptação e novos objetivos

Para garantir a longevidade necessária até o próximo ciclo olímpico, Rebeca adaptou sua rotina técnica. Ela tomou a decisão de se aposentar oficialmente das apresentações de solo para evitar o desgaste excessivo.

Agora, os treinamentos estão divididos em apenas três aparelhos: a trave, o salto e as barras assimétricas. Um dos seus focos para a reta final da carreira é conquistar uma medalha olímpica inédita nas barras assimétricas.

Este é o seu aparelho favorito, no qual ela já conquistou títulos em Mundiais e Copas do Mundo, restando apenas o pódio olímpico para completar a coleção.

Futuro da ginástica

O impacto de Rebeca na sociedade também se dá pelo seu posicionamento fora das competições. A atleta defende publicamente a liberdade de escolha nos uniformes esportivos. Ela apoia as ginastas que preferem competir utilizando macacões compridos ou roupas que não sejam o collant cavado tradicional, ressaltando que cada mulher deve vestir aquilo que lhe traz conforto durante os movimentos.

E, quando não está envolvida com a modalidade, Rebeca mostra que explora outros talentos. Nas redes sociais, a atleta surpreendeu o público ao aparecer cantando a música “Amarelo, Azul e Branco”, do duo Anavitória, exibindo afinação e uma face distante da pressão por medalhas.

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GABRIELA CUNHA é jornalista graduada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Especialista em entretenimento, atua na cobertura editorial de televisão, celebridades e comportamento, com foco em notícias e análises