Após 12 anos de sua morte, conheça a chácara luxuosa onde cantor ídolo da MPB viveu seus últimos dias
Conheça os detalhes da residência na Granja Viana que serviu de refúgio para uma verdadeira lenda da MPB por décadas até o sua morte repentina

Uma chácara espaçosa no Parque Rincão, localizada na região da Granja Viana, em Cotia, em São Paulo, guarda parte da história recente da nossa cultura. O imóvel, cercado por uma extensa área verde, funcionou por décadas como o porto seguro de um dos artistas mais populares do país. Era neste espaço que o morador descansava das turnês, reunia sua banda para repassar os repertórios e acompanhava o crescimento dos filhos. Hoje, 12 anos após uma despedida repentina que parou o Brasil, a propriedade ainda gera curiosidade. Em maio de 2014, o dono da casa sofreu um infarto agudo do miocárdio e foi encontrado sem vida na sauna do local.
Antes de se tornar o cenário dessa despedida, o refúgio familiar enfrentou momentos de tensão. A rotina pacata da casa foi quebrada de forma abrupta em agosto de 2002. Conforme os registros da polícia e uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo na época, a propriedade foi invadida no início da noite.
Dois homens armados e com os rostos cobertos pularam o muro e renderam quatro funcionários que trabalhavam no local, incluindo o caseiro, a esposa dele, uma diarista e um motorista. O proprietário e sua família não estavam na residência no momento. Os invasores fugiram em uma picape levando televisores, joias e algumas malas de roupas. Apesar do caso, o proprietário manteve sua rotina na região.
O dono da chácara era o homem que dividiu os microfones com Elis Regina n’O Fino da Bossa, que entregou uma performance histórica de “Disparada” nos festivais de 1966 e que ditou os primeiros passos do rap no Brasil com o sucesso “Deixa Isso Prá Lá”. Estamos falando de Jair Rodrigues. Aos 75 anos, o cantor partiu, mas sua obra e sua vivência permaneceram ligadas àquela casa.
A base familiar e os herdeiros
O alicerce da vida do cantor sempre esteve dentro de casa. Ele dividiu o endereço por mais de 40 anos com a esposa, Claudine Mello, chamada de Clô pelos amigos de convívio íntimo. A união distante de escândalos protegeu a vida pessoal do casal.
O espaço em Cotia também funcionou como uma escola prática para os dois filhos do casal. Ambos seguiram carreiras sólidas no mundo artistico: Jair Oliveira, que ficou conhecido na infância como Jairzinho, e a cantora Luciana Mello.

Registros raros e a vida presente
A vida seguiu seu curso para a família. Claudine mantém uma postura reservada, mas o afeto da família frequentemente ganha espaço na internet. Em 2024, para comemorar o aniversário da mãe, Jairzinho publicou uma série de fotos raras nas redes sociais.
O momento, noticiado pela Revista Marie Claire, exibiu registros da matriarca ao lado da nora, a atriz Tânia Khalill, e das netas. Dois anos antes, a própria viúva utilizou a internet para homenagear o marido, declarando que o cantor continua olhando pela família.
O nome que virou solidariedade
Hoje, o impacto de sua figura vai muito além dos muros da antiga residência. Seu nome batiza espaços públicos de grande movimentação, como o Pavilhão de Eventos Jair Rodrigues, na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo.
O espaço abriga festas que arrecadam toneladas de alimentos, revertendo dinheiro para hospitais e projetos de apoio infantil. O local atesta que o engajamento e a empatia, sempre presentes na rotina da chácara em Cotia, continuam gerando resultados práticos para a sociedade.
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