Marcelo Médici encara jornada tripla com novo papel em Nobreza do Amor
Aos 54 anos e com três décadas de estrada, Marcelo Médici assume função dupla na novela da Globo enquanto brilha nos palcos do Rio com o solo 'Dona Lola'

Marcelo Médici não é estranho ao trabalho intenso, mas em 2026 a Globo decidiu testar os limites da sua versatilidade. O ator, que já vinha interpretando o padre Viriato em Nobreza do Amor, agora assume um novo papel dentro da mesma trama. O personagem, que andava meio apagado na história, ganha fôlego extra e coloca o veterano para trabalhar em dobro nos estúdios, acumulando cenas e reviravoltas na novela das seis.
A trama ganhou um fôlego extra na última terça-feira (5) com a chegada de um novo personagem que promete colocar a paciência do Padre Viriato à prova. Marcelo Médici agora se desdobra em dois para dar vida a Valdevino, mais conhecido como Carrapato, e ao padre. O forasteiro surgiu em Barro Preto desesperado, pedindo ajuda ao irmão após desobedecer ordens de seu bando e acabar jurado de morte.
Sem conseguir negar socorro ao próprio sangue, Viriato aceita esconder o cangaceiro na igreja. No entanto, a gratidão de Valdevino dura pouco. No capítulo desta quarta-feira, o malandro decide se divertir com a situação: ele rouba a batina do irmão e se disfarça de padre. A farsa logo levanta suspeitas em Dona Geralda (Carol Badra), a dona da pensão, que estranha o comportamento nada ortodoxo do suposto pároco.
Mesmo levando broncas homéricas de Viriato, Carrapato não tomará jeito. Além de confundir os fiéis, ele começará a cometer pequenos delitos pela cidade, como furtos na mercearia local. Apesar do caos, o padre se verá em um dilema moral e não terá coragem de denunciar o irmão para as autoridades.
O segredo de Belmira e a jornada tripla do ator
A trama ganha contornos dramáticos com a revelação de que Carrapato é o pai biológico de Belmira (Raíssa Xavier). O cangaceiro insiste em ser apresentado à filha, que nem imagina a existência do pai. Preocupado com o impacto que isso terá na jovem, Viriato tenta ganhar tempo para organizar esse encontro familiar explosivo.
Essa entrada estratégica serve para destacar o talento de Médici na comédia e dar vida nova ao núcleo da pensão em Barro Preto. Fora das telas, o desafio é ainda maior: o ator concilia o dobro de cenas na Globo com a peça Dona Lola, no Teatro dos 4, no Rio. Com mais de 30 anos de carreira e o sucesso histórico de Cada um com seus poblema, Marcelo Médici prova que, para ele, interpretar múltiplos rostos é mais do que um trabalho — é um exercício de mestre.
O desafio de ser muitos em um só
Essa “dobradinha” nas telas não assusta quem conhece a trajetória de Médici. Afinal, ele se consagrou no teatro paulistano com o fenômeno Cada um com seus poblema, onde interpretava múltiplos personagens simultaneamente. A facilidade para trocar de “máscara” em cena é uma marca registrada que começou lá atrás, quando ele iniciou na comédia após vencer um concurso de humor do Multishow. Para Marcelo, interpretar mais de um papel é quase um retorno às origens. .
Teatro, TV e ponte aérea: a rotina de um veterano
Como se não bastasse a carga horária dobrada no Projac, Médici vive uma jornada tripla. De 10 de maio até 28 de junho, ele estará em cartaz aos domingos no Teatro dos 4, no Rio de Janeiro, com o solo Dona Lola. A peça é um projeto de profunda conexão afetiva, como ele mesmo revelou em entrevista à CARAS Brasil em setembro passado, destacando que essa essência pessoal é o que mantém o espetáculo pulsante.
Conciliar as gravações da novela com as apresentações teatrais exige um preparo físico e mental que poucos conseguem manter. Entre a batina de Viriato e a sensibilidade de Dona Lola, Marcelo Médici prova que, aos mais de 30 anos de carreira, ainda tem a mesma energia de quando pisou em um palco pela primeira vez.
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