Aos 43 anos, estrela de série da Netflix e ex-atriz da Globo assume programa na TV
Famosa por protagonizar séries de alcance global e novelas marcantes, a artista gaúcha volta às origens como apresentadora

Muitos telespectadores se perguntam por onde anda Tainá Müller (43) após o estrondoso sucesso internacional de Bom Dia, Verônica, na Netflix. A resposta está na TV aberta, mas em uma função diferente da que a consagrou nos últimos anos. A atriz estreou como a nova âncora do Café Filosófico, um dos programas mais prestigiados da TV Cultura. O convite partiu de Maria Angela de Jesus, atual presidente da emissora, com quem Tainá já havia trabalhado na Netflix.
Essa nova fase marca o retorno de Tainá ao jornalismo e à apresentação, carreiras que ela exerceu no início da trajetória profissional. A proposta atual, entretanto, une o trabalho na TV com uma de suas maiores paixões pessoais: a filosofia. Durante a pandemia, a atriz chegou a cursar uma pós-graduação em filosofia contemporânea para buscar respostas sobre o momento histórico. Agora, ela tem a missão de tornar esses temas densos mais acessíveis e “pop” para o público dos domingos à noite.
Do início nas passarelas ao estrelato no cinema e na TV Globo
A trajetória de Tainá Müller começou cedo, quando ela iniciou a carreira de modelo aos 17 anos em centros como Milão e Hong Kong. Ao retornar ao Brasil em 2003, ela explorou seu lado comunicadora ao apresentar o Drops MTV por três anos. Embora tenha cursado jornalismo, sua verdadeira vocação surgiu ao estudar teatro em São Paulo. Logo em sua estreia no cinema, protagonizou o premiado Cão Sem Dono (2006), trabalho que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz e abriu as portas para sua primeira novela na Globo, Eterna Magia.
Nos anos seguintes, ela consolidou sua versatilidade ao transitar entre o cinema, em sucessos como Tropa de Elite 2, e papéis marcantes na televisão. Na TV Globo, integrou o elenco de Insensato Coração, Cheias de Charme e Flor do Caribe. Entretanto, um dos momentos mais emblemáticos de sua carreira ocorreu em 2014, quando interpretou a fotógrafa Marina em Em Família, vivendo um romance histórico com a personagem de Giovanna Antonelli. Após participações em tramas como O Outro Lado do Paraíso, ela atingiu o ápice do reconhecimento global ao dar vida à icônica Verônica Torres na Netflix.
Superdotação e vida pessoal longe dos holofotes
Recentemente, Tainá Müller abriu o jogo sobre um aspecto íntimo de sua vida: o diagnóstico de superdotação. A apresentadora revelou que, durante a infância e juventude, chegou a sofrer bullying por conta de sua condição. De fato, essa característica explica seu constante desejo de aprender e se aprofundar em temas complexos, como os debates que agora media na TV Cultura. Portanto, sua chegada ao programa não é apenas uma escolha profissional, mas um reflexo de sua própria busca intelectual.
No âmbito pessoal, Tainá mantém uma vida discreta e estável. Ela é casada com o diretor Henrique Sauer desde 2014, com quem tem um filho pequeno. Além disso, a veia artística é compartilhada com a família, já que é irmã da também apresentadora Titi Müller e da atriz Tuti Müller. Atualmente, ao equilibrar a vida em família com o novo posto de apresentadora, Tainá prova que é possível se reinventar na carreira sem perder a profundidade e a relevância que a tornaram um dos nomes mais respeitados da sua geração.
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