Aos 6 meses, filha caçula de Maíra Cardi é internada e acende alerta sobre doença que atinge bebês de famosos
Além da da herdeira de Maíra Cardi, os filhos de Virginia Fonseca, Bárbara Evans e João Gomes enfrentaram o mesmo quadro recentemente

A recente internação de Eloah, filha caçula da influenciadora Maíra Cardi (42), trouxe novamente ao centro do debate uma doença que preocupa pais e profissionais de saúde: a bronquiolite. Com apenas 6 meses de vida, a pequena, que nasceu em outubro do ano passado, precisou de cuidados hospitalares enquanto a família está nos Estados Unidos. A influenciadora interrompeu um hiato de mais de um ano nas redes sociais para pedir orações, relatando que o exame positivou para o vírus enquanto estão longe dos médicos de confiança e do Brasil.
A atenção aos primeiros sinais é essencial para garantir a recuperação plena da criança. Embora a doença comece com sintomas leves, o quadro em bebês pequenos exige vigilância constante. De acordo com o pediatra Dr. Christopher Mindi Shu, “a bronquiolite é uma infecção viral que acomete principalmente bebês nos primeiros meses de vida e pode evoluir com dificuldade respiratória importante”. Além do vírus, Maíra revelou que a filha lida com alergias severas a soja, milho e leite, o que torna o manejo do quadro ainda mais delicado.
Sintomas iniciais e a vulnerabilidade dos recém-nascidos
Muitos pais encontram dificuldade em identificar a gravidade da doença logo no início, pois os sinais costumam ser discretos. Segundo o Dr. Christopher, “coriza, tosse leve e, às vezes, febre baixa costumam ser os sintomas iniciais”. Entretanto, com a progressão da enfermidade, surgem indícios que exigem avaliação médica urgente. O pediatra alerta que “respiração rápida ou com ‘afundamento’ das costelas e da região do pescoço (fúrcula), esforço para respirar, chiado no peito, que nem sempre está presente, cansaço excessivo e redução da alimentação são sinais de alerta importantes”.
Essa maior gravidade em bebês está relacionada ao próprio desenvolvimento do organismo, já que as vias aéreas são menores e o sistema imunológico ainda está em amadurecimento. Consequentemente, isso facilita a evolução do quadro respiratório. Por essa razão, a orientação médica é não esperar e buscar atendimento rapidamente ao notar qualquer esforço incomum para respirar ou prostração.
Histórico recorrente entre filhos de celebridades
Infelizmente, o caso de Eloah reflete um histórico recente entre famílias anônimas, mas também daquelas conhecidas do público. Em março de 2025, José Leonardo, filho de Virginia Fonseca, também precisou de internação com o mesmo diagnóstico aos 5 meses de vida. Além disso, em junho de 2024, Antônio, um dos gêmeos de Bárbara Evans, passou cerca de uma semana na UTI infantil. Outros relatos incluem Makai, filho de Petra Mattar, hospitalizado em novembro de 2024, e o pequeno Jorge, filho de João Gomes, que tratou a doença em casa em maio do mesmo ano.
Casos ainda mais precoces já mobilizaram as redes sociais anteriormente, como o de Lion, filho de Gabriela Pugliesi, internado com apenas sete dias de vida em 2022. Da mesma forma, em 2021, o filho de Kyra Gracie e Malvino Salvador, Rayan, precisou de cuidados em CTI aos seis meses. Esses episódios reforçam que a bronquiolite é um desafio real para mães e pais, independentemente do acesso a recursos, exigindo atenção absoluta ao bem-estar dos lactentes.
Avanços na prevenção e cuidados no Brasil
Apesar do susto, a prevenção da bronquiolite avançou significativamente. O Dr. Christopher Mindi Shu explica que “hoje já contamos com avanços importantes na prevenção, incluindo a vacinação da gestante contra o vírus sincicial respiratório (VSR), permitindo que o bebê nasça com anticorpos”. Além disso, ele destaca que “há a aplicação de anticorpos monoclonais, como o nirsevimabe, em bebês com maior risco”, estratégias que já estão mudando o cenário da doença no Brasil.
Mesmo com as novas tecnologias, hábitos básicos continuam sendo fundamentais, como evitar contato com pessoas gripadas e higienizar as mãos com frequência. Certamente, a maioria dos casos evolui bem com acompanhamento adequado, mas o pediatra reforça a importância da observação atenta: “A maioria dos casos é leve, mas o que faz diferença é reconhecer cedo os sinais de alerta. Diante de qualquer dificuldade para respirar ou redução importante da alimentação, a orientação é procurar atendimento médico sem demora”.
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