Cantora que faria 81 anos morou em casa de 350 m² em avenida famosa do Rio

Mansão na Avenida Niemeyer, com vista para o mar de São Conrado, foi cenário de momentos marcantes da vida pessoal da cantora nos anos 1960 e 1970

Cantora que faria 81 anos morou em casa de 350 m² em avenida famosa do Rio
Casa que pertenceu a Elis Regina - Foto: Nelson Kon/Divulgação/Reprodução/Casa e Jardim

O aniversário de 81 anos de Elis Regina, que seria celebrado nessa terça-feira, 17 de março, reacende lembranças sobre momentos marcantes da vida da cantora.

Entre eles, está a passagem por uma casa de 350 metros quadrados na Avenida Niemeyer, no Rio de Janeiro. Localizado em frente à praia de São Conrado, o imóvel ficou conhecido por ter sido cenário de episódios importantes da trajetória pessoal da artista no fim da década de 1960 e início dos anos 1970.

A residência foi adquirida em 1967, período em que a cantora vivia uma fase de grande visibilidade na carreira, impulsionada pelo sucesso do programa “Fino da Bossa”. A compra do imóvel também esteve ligada à relação com o produtor musical Ronaldo Bôscoli. O espaço, cercado pela natureza e com vista privilegiada para o mar, rapidamente se tornou o principal refúgio do casal.

As informações são da Revista Casa e Jardim.

Momentos pessoais e familiares

Foi na casa que Elis Regina realizou a celebração de seu casamento com Bôscoli. O endereço também marcou o nascimento de João Marcello Bôscoli, primeiro filho da cantora, em 1970. Além dos momentos familiares, o imóvel foi palco de episódios turbulentos do relacionamento, incluindo discussões motivadas por crises conjugais.

História preservada pelos novos moradores

Elis Regina viveu na casa até 1972. Anos depois, o imóvel foi adquirido pelo empresário francês Roman Carel, que afirma ter sentido uma conexão com o espaço antes mesmo de conhecer seu histórico. Segundo ele, a informação de que a cantora havia morado ali só foi descoberta após a compra.

Arquitetura e integração com a natureza

O projeto da casa é assinado pelo arquiteto Fernando Portuguese e segue características das construções brasileiras dos anos 1950. O imóvel possui quatro quartos, distribuídos em dois andares, além de sala com níveis diferentes e cozinha. No último pavimento, a suíte principal tem acesso direto a um terraço com piscina, sauna e vista para o mar.

O jardim denso ao redor da residência contribui para o isolamento acústico e reforça a sensação de tranquilidade, mesmo com a proximidade de áreas movimentadas da cidade. A vista para o mar e o contato direto com a natureza são apontados como alguns dos principais diferenciais do imóvel.

Reformas e preservação do imóvel

Desde que foi comprada em 2011, a casa passou por poucas intervenções. Os atuais proprietários optaram por preservar a estrutura original, realizando apenas ajustes necessários, como a troca do teto do último andar e reparos em pisos e instalações.

A principal mudança ocorreu na cozinha, que foi integrada aos demais ambientes para atender ao estilo de vida da família. Mesmo com as adaptações, o imóvel mantém características próximas às da época em que foi habitado pela cantora, o que contribui para preservar a memória de um dos endereços ligados à história da música brasileira.

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Carreira de sucesso, que deixou saudades

Elis Regina foi uma das vozes mais importantes da música brasileira e construiu uma carreira marcada por intensidade e reconhecimento. Nascida em Porto Alegre, iniciou sua trajetória ainda jovem e ganhou projeção nacional na década de 1960, especialmente após vencer o Festival de Música Popular Brasileira com a canção Arrastão.

O sucesso a levou à televisão, onde comandou o programa Fino da Bossa, consolidando sua imagem como uma das principais intérpretes do país e ampliando seu alcance junto ao público.

Ao longo da carreira, Elis Regina se destacou pela interpretação forte e pela escolha de repertório, que reuniu composições de grandes nomes da música brasileira. Canções como Águas de Março e Como Nossos Pais se tornaram marcantes em sua voz.

A cantora também teve papel importante na valorização da MPB durante um período de transformações políticas e culturais no Brasil. Até sua morte, em 1982, manteve relevância artística e deixou um legado que segue influente na música nacional.

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Ana Júlia Resende é jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero. Apaixonada pela comunicação e por contar boas histórias, escreve sobre celebridades, música e novelas.