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Médico alerta após caso da atriz de Três Graças: ‘Tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil’

A atriz de 'Três Graças' retomou sua rotina após enfrentar uma doença grave; em entrevista à CARAS Brasil, o Dr. Jorge Abissamra explica o caso

Kelzy Ecard com o elenco da novela Três Graças - Foto: Globo/ Beatriz Damy
Kelzy Ecard com o elenco da novela Três Graças. Ela é a famosa mencionada no texto - Foto: Globo/ Beatriz Damy

Aos 60 anos, a atriz Kelzy Ecard vive uma nova fase na vida pessoal e profissional. No ar como Helga na novela Três Graças, exibida no horário nobre da TV Globo, a artista retomou sua rotina após enfrentar um câncer de mama diagnosticado no fim de 2022.

O diagnóstico aconteceu de forma inesperada, enquanto acompanhava o filho, Pedro, internado em um hospital. Durante o banho no quarto da unidade, ela sentiu um nódulo na mama que nunca havia percebido.

Encaminhada a um mastologista, ouviu a suspeita de malignidade. Em seguida, exames detalhados confirmaram o câncer de mama subtipo HER2 positivo, em estágio três. Atualmente, a atriz segue em acompanhamento médico com exames periódicos para monitorar qualquer sinal de recidiva. Até o momento, todos os resultados estão zerados. A remissão completa é considerada após cinco anos sem sinais da doença. E Kelzy já soma dois anos nessa nova etapa.

Kelzy Ecard vive Josefa em Três Graças - Foto: Globo / Estevam Avellar
Kelzy Ecard vive Josefa em Três Graças – Foto: Globo / Estevam Avellar

Opinião do médico especialista

Para entender mais sobre o assunto, a CARAS Brasil entrevista o Dr. Jorge Abissamra, médico oncologista e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho.

O médico informa que o câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve a partir das células da mama, geralmente dos ductos que levam o leite ao mamilo ou das glândulas produtoras de leite.

“Essas células passam por mutações genéticas, começam a se multiplicar de forma descontrolada e podem formar um nódulo tumoral. Se não diagnosticado precocemente, o tumor pode invadir tecidos vizinhos e até se espalhar para outros órgãos, o que chamamos de metástase”, afirma.

Quais são os sinais?

Os sinais mais comuns incluem:

  • Nódulo endurecido na mama ou na axila;
  • Alteração no formato da mama;
  • Retração ou inversão do mamilo;
  • Vermelhidão ou espessamento da pele da mama;
  • Pele com aspecto de “casca de laranja”;
  • Saída de secreção pelo mamilo;
  • Dor localizada persistente

“Na maioria das vezes, o primeiro sinal é um caroço palpável”, afirma o Dr. Jorge.

Exige atenção

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que 73.610 novos casos de câncer de mama sejam registrados até 2025. Por isso, o Dr. Jorge Abissamra Filho, médico oncologista, chama atenção para os principais sinais deste diagnóstico.

“O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre mulheres no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma. Os principais fatores que contribuem incluem: envelhecimento da população, primeira gravidez mais tardia, menor número de filhos, obesidade, sedentarismo, consumo de álcool, fatores genéticos (como mutações em BRCA1 e BRCA2) Além disso, o rastreamento maior também faz com que mais casos sejam diagnosticados”, declara.

Tem relação?

Segundo o Dr. Jorge Abissamra, o câncer de mama é mais comum após os 50 anos, motivo pelo qual o rastreamento com mamografia é recomendado nessa faixa etária.

“No Brasil, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda mamografia de rastreamento geralmente dos 50 aos 69 anos, a cada dois anos. No entanto, a doença pode ocorrer em mulheres mais jovens, especialmente quando há histórico familiar ou mutações genéticas”, diz.

Existe tratamento

O tratamento do câncer de mama depende do estágio da doença e das características do tumor. Por isso, é importante acompanhamento com um médico especialista para investigar, pois cada caso é indivídual. Em alguns casos pode incluir:

  • Cirurgia para retirada do tumor;
  • Quimioterapia;
  • Radioterapia;
  • Hormonioterapia;
  • Terapia alvo;
  • Imunoterapia em casos específicos

“Hoje temos tratamentos muito mais eficazes, e quando diagnosticado precocemente as chances de cura podem ultrapassar 90%”, finaliza o Dr. Jorge.

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Dr. Jorge Abissamra é médico (145307 CRM SP) pela Universidade de Santo Amaro e especialista em Clínica Médica pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em Oncologia Clínica pelo Instituto de Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho. Atualmente é coordenador da Oncologia da Hospital Santa Clara e coordenador da Oncologia da HapVida Intermedica NotreDame. Também atua como diretor da Oncologia da Amo Saúde e possui experiência na área de Clínica Médica, com ênfase em Oncologia.