Ex-Power Ranger revela como ajudou fã com condição dos ossos de vidro
Ex-ator do seriado Power Ranger, Walter Emanuel Jones, que fez o Ranger Preto, conta a história de como um fã com ossos de vidro usou seu personagem para superar adversidade

O ator Walter Emanuel Jones ficou mundialmente conhecido por interpretar o primeiro Ranger Preto na série Power Rangers, que fez muito sucesso na década de 1990. Inclusive, uma história dos bastidores da relação com os fãs marcou o artista para sempre. Ele contou que seu exemplo no programa de TV ajudou um garoto com ossos de vidro a superar as adversidades da vida.
Em entrevista na revista People, Jones contou que seu personagem foi um exemplo para um garoto começar a estudar artes marciais para conseguir brincar com seus amigos sem se machucar. Isso porque o fã tinha osteogênese imperfeita, que é uma condição rara e conhecida como ‘ossos de vidro’.
“Ele adorava Power Rangers, mas era perigoso para ele brincar com os amigos, porque um pequeno toque ou chute poderia machucá-lo gravemente. Disseram ao menino que ele provavelmente não viveria além dos 16 anos”, disse ele. Então, o universo dos Power Rangers trouxe uma ideia para o professor de artes marciais do menino. “O instrutor sugeriu que ele praticasse katas [sequências coreografadas de movimentos em artes marciais para dominar a técnica e a forma]. Ele simulava técnicas de luta contra oponentes imaginários de todos os lados, usando bloqueios, socos e chutes. Ele adorava“, disse ele.
E completou: “Com o tempo, os músculos que se desenvolveram em seus ossos permitiram que ele vivesse uma vida mais longa e gratificante. Ele já estava na casa dos vinte anos. Havia vencido torneios de kata e tinha orgulho de ser instrutor em três academias de karatê que possuía. Os pais dele estavam radiantes de orgulho. A mãe me abraçou e disse: ‘Você era o favorito dele’. Esse é um dos inúmeros momentos que tive a bênção de vivenciar”.
O sucesso dos Power Rangers
Intérprete do Ranger Preto, Walter Emanuel Jones também relembrou o sucesso absoluto da série nos anos 90. “Eu ouvia falar sobre os incríveis índices de audiência que o programa recebia. No caminho para casa depois das filmagens, eu via nossos rostos na capa de revistas como TV Guide e Disney Adventures. Todas essas coisas me indicavam que o programa havia deixado sua marca na cultura. Só 15 anos depois percebi o impacto que minha interpretação do Ranger Preto realmente teve. Aquelas crianças que cresceram conosco agora eram adultos com vozes e histórias inspiradoras — de superação de adversidades, de formação de amizades que transcendiam raças e gêneros. De se sentirem representadas de maneiras que nunca haviam experimentado antes“, afirmou.
“Saber que a representação de um super-herói negro adolescente, vestindo orgulhosamente um uniforme preto, ajudou a inspirar crianças negras, em especial — esse exemplo as inspirou a acreditar que poderiam ser tudo o que desejassem“, completou.
No entanto, ele confessou que o salário não representava o sucesso do projeto. “Claramente, isso não se refletia no quanto eu ganhava como ator. Trabalhávamos muitas horas. Às vezes, quinze horas em um único dia”, contou.
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