Aos 36 anos, cantor assume posto de músico mais bem pago do mundo e quebra recorde bilionário
Dono de uma das trajetórias mais fascinantes da música, cantor faturou R$ 1,5 bilhão no último ano

Abel Tesfaye (36), mundialmente conhecido como The Weeknd, quebrou recordes em 2025. O músico superou estrelas como Beyoncé (44) e Taylor Swift (36) e, de acordo com a Forbes, faturou o impressionante valor de US$ 298 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão na cotação atual. Com isso, ele se tornou o cantor mais bem pago do mundo, no último ano.
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No fim do ano passado, o astro pop anunciou que venderia uma participação em seu catálogo existente para a Lyric Capital, em um acordo de US$ 1 bilhão —sendo que ele manterá a participação em suas gravações-mestre, mantendo o controle criativo, e novas músicas não estão incluídas. Após as taxas, a estimativa é que ele tenha ficado com US$ 200 milhões líquidos.
Após o contrato, ele também pareceu confirmar a aposentadoria do seu nome artístico. “Parecia que eu não tinha mais nada a dizer. Já disse tudo o que podia dizer como essa pessoa e agora é hora de dar o próximo passo“, explicou em uma entrevista para promover Hurry Up Tomorrow, seu novo filme. Além disso, seu álbum e turnê de altíssima bilheteria ajudaram o artista a terminar o ano no topo da lista.
Confira os 10 artistas que mais faturaram em 2025
- The Weeknd – R$ 1,5 bilhão
- Taylor Swift – R$ 1,1 bilhão
- Beyoncé – R$ 813 milhões
- Kendrick Lamar – R$ 599 milhões
- Coldplay – R$ 577 milhões
- Shakira – R$ 577 milhões
- Drake – R$ 428 milhões
- Chris Brown – R$ 406 milhões
- Zach Bryan – R$ 384 milhões
- Bad Bunny – R$ 362 milhões
Quem é The Weeknd?
Abel Makkonen Tesfaye, mundialmente conhecido como The Weeknd, é um dos maiores artistas da atualidade. Com uma trajetória marcada por um dos arcos de ascensão mais fascinantes da cultura pop contemporânea, ele nasceu em Toronto, no Canadá, em 1990, e sua jornada começou envolta em mistério.
Em 2011, ele surgiu anonimamente na internet com uma trilogia de mixtapes —House of Balloons, Thursday e Echoes of Silence— que redefiniram o R&B com uma estética sombria, letras cruas sobre excessos e uma sonoridade que fundia eletrônico, indie e soul. Esse material inicial, mais tarde compilado no álbum Trilogy (2012), estabeleceu uma base de fãs fiel e atraiu a atenção de gigantes como Drake, servindo de trampolim para sua transição do “underground” para o estrelato global.
A consagração comercial veio em 2015 com o álbum Beauty Behind the Madness. Foi nesse período que Abel provou sua versatilidade ao fundir sua essência melancólica com o pop radiofônico em hits como The Hills e Can’t Feel My Face. No ano seguinte, consolidou seu império com Starboy, projeto que trouxe colaborações icônicas com o duo Daft Punk e rendeu ao artista mais um Grammy.
No entanto, foi com After Hours (2020) que The Weeknd atingiu um patamar histórico. O álbum, impulsionado pelo megahit Blinding Lights —que se tornou a música de maior sucesso na história da Billboard Hot 100—, apresentou uma narrativa cinematográfica visualmente marcada pelo terno vermelho e pela estética de “purgatório” de Las Vegas. Mesmo ignorado pelo Grammy em uma das maiores polêmicas da premiação, ele respondeu com um show monumental no Super Bowl LV, reafirmando sua soberania cultural.
Nos anos seguintes, o artista mergulhou em um conceito de “trilogia final“. Com Dawn FM (2022), ele explorou uma rádio psicodélica de synth-pop, e em 2025, encerrou esse ciclo com o lançamento de Hurry Up Tomorrow. Este último álbum marcou não apenas uma evolução sonora, mas também o início de uma transição de identidade, com Abel sinalizando o fim do alter ego The Weeknd para abraçar seu nome de batismo em futuros projetos. Sua influência expandiu-se também para o audiovisual, protagonizando e produzindo obras como a série The Idol e o filme homônimo ao seu último disco.
Em 2026, The Weeknd reafirma seu status como um dos maiores artistas vivos através da extensão da turnê After Hours Til Dawn, que quebrou recordes de arrecadação global e incluiu passagens grandiosas pelo Brasil. Mais do que um cantor de sucessos, Abel Tesfaye transformou-se em um curador de experiências sensoriais, equilibrando a vulnerabilidade emocional de suas composições com produções de escala industrial. De um jovem anônimo que postava músicas no YouTube a um ícone que moldou a sonoridade da década, sua trajetória é a prova de que a autenticidade e a inovação podem, sim, dominar o topo do mundo.
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