Com figurino vibrante e energia intacta, Alceu conduziu o público por um repertório que mistura frevo, maracatu e canções que atravessam gerações. O show de encerramento foi marcado por coro coletivo, cores e uma atmosfera de celebração que sintetiza o espírito do Carnaval pernambucano. Mais do que uma apresentação, foi um encontro entre artista e povo, costurado pela memória afetiva de sucessos que seguem atuais.
“Fico feliz em apresentar o carnaval pernambucano através do meu olhar. Agora todos podem ver o que eu vejo: um povo alegre, colorido, fantasiado, orgulhoso de sua identidade, que celebra sua cultura com fervor e devoção. Viva o frevo e salve o carnaval!”, declarou o cantor, emocionado, ao destacar a força da tradição local.
Um olhar pessoal sobre a festa
Neste ano, Alceu também abriu espaço para uma experiência diferente ao registrar momentos dos bastidores e do palco a partir de sua própria perspectiva, utilizando tecnologia que permitiu captar imagens em primeira pessoa. A iniciativa aproximou ainda mais o público do artista, revelando detalhes da preparação e da dimensão da multidão vista sob seus olhos.
A proposta dialoga com a capacidade do cantor de se reinventar sem perder a essência. Aos 70 anos, ele segue conectado às novas linguagens, mas mantém o compromisso com as raízes culturais que moldaram sua trajetória. O Carnaval, para Alceu, continua sendo território sagrado, palco de resistência, arte e pertencimento.
A ação contou com o apoio da Amstel, que esteve ao lado do artista durante o encerramento e marcou presença nos principais polos da folia pernambucana, incluindo o tradicional Galo da Madrugada. Segundo Guilherme Bailão, diretor de patrocínios do grupo responsável pela marca no Brasil, Pernambuco se consolidou como uma das principais frentes estratégicas no Nordeste, com investimentos que combinam presença nas ruas e iniciativas voltadas à valorização da cultura popular.
Ainda assim, no centro do espetáculo permaneceu Alceu Valença. Entre aplausos e bandeiras coloridas, o cantor mostrou que sua obra continua pulsando no coração do Carnaval, mantendo viva a chama da cultura nordestina em meio à grandiosidade da festa.