Mansão de apresentador estimada em R$ 3 milhões é impedida de ser vendida pela família
Após anos da morte de apresentador, família continua em briga judicial por bens, incluindo mansão milionária

Uma mansão de luxo escondida em Itaipava, na Região Serrana do Rio de Janeiro, se tornou o palco de uma disputa judicial que paralisou o mercado imobiliário local. A propriedade, que pertenceu a um dos rostos e vozes mais marcantes da televisão brasileira, que faleceu em 2024, estava à venda desde meados de 2020 por R$ 2,9 milhões. Mas, se você procurar por ela hoje nas imobiliárias, não vai encontrar absolutamente nada. Todos os anúncios foram retirados do ar às pressas. O motivo? Uma briga intensa pela herança do comunicador fez com que a Justiça batesse o martelo e proibisse a venda ou qualquer negociação do imóvel por enquanto.
Refúgio de luxo e a trava na Justiça
A casa chama a atenção não só pelo valor, mas pela estrutura. Cercada por muita natureza, a propriedade tem mil metros quadrados de área construída. Lá dentro, são cinco quartos, uma varanda imensa, piscina, espaço gourmet e até um anexo inteirinho pensado só para receber hóspedes.
Do lado de fora, o terreno de seis mil metros quadrados impressiona com uma área de mata preservada e um lago particular.
Mesmo com tudo isso pronto para morar, quem dita as regras agora é o juiz. Segundo o advogado que representa a viúva do apresentador, a casa está “congelada”. Em termos simples: a família não tem mais o poder de vender o imóvel por conta própria.
Se a Justiça acabar liberando a venda no futuro, os quase três milhões de reais não vão para o bolso de ninguém agora. O dinheiro terá que ir direto para uma conta judicial ligada ao inventário – aquele processo que divide os bens de que partiu — até que toda a confusão entre os herdeiros seja resolvida.
O testamento de Cid Moreira
É exatamente no centro dessa guerra judicial que aparece o nome do dono desse refúgio: Cid Moreira. O apresentador nos deixou no dia 3 de outubro de 2024, aos 97 anos. Ele estava internado no Hospital Santa Teresa, em Petrópolis, e faleceu vítima de uma falência múltipla dos órgãos.
A raiz de todo esse bloqueio imobiliário está em um documento deixado por ele: um testamento público. Nele, Cid tomou uma decisão drástica e retirou o direito à herança de seus dois filhos, Rodrigo e Roger Moreira. Do outro lado da disputa está a viúva do jornalista, Fátima Sampaio Moreira, que é defendida pelo advogado Davi de Souza Saldaño. Sem aceitar a exclusão, os filhos foram à Justiça para tentar anular o testamento e colocar as mãos na parte dos bens que acreditam ter direito.

Um histórico de acusações pesadas
Quem acompanha os bastidores sabe que a relação entre o apresentador e os filhos já estava em frangalhos há muito tempo. Essa atual briga pelos milhões é só a ponta do iceberg. Lá em 2021, três anos antes do falecimento do pai, Rodrigo e Roger entraram com um pedido de interdição na Justiça. Basicamente, eles queriam provar que o pai não tinha mais saúde mental para cuidar do próprio dinheiro e assinar documentos.
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Naquela época, a dupla mirou todas as acusações contra Fátima, com quem o jornalista vivia desde o ano 2000. No processo, eles disseram que a madrasta estava fazendo a limpa no patrimônio da família. As alegações eram gravíssimas: afirmaram que ela já tinha vendido 11 dos 18 imóveis do apresentador, transferido cerca de R$ 40 milhões para contas no exterior e até mantido o marido trancado em casa, em cárcere privado. O caso fez um barulho enorme na mídia, mas acabou não dando em nada. O Ministério Público do Rio de Janeiro investigou a fundo e arquivou tudo em 2023. Agora, com a leitura do testamento, a trégua acabou e a família volta a se enfrentar nos tribunais.
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