Silvia Abravanel revela detalhes da síndrome rara da filha de 28 anos: ‘Foi bem tenso’
A apresentadora Silvia Abravanel conta como foi feito o diagnóstico da filha, Luana, e como é a vida da jovem de 28 anos hoje em dia. Ela tem síndrome rara que foi descoberta na infância

A apresentadora Silvia Abravanel revelou detalhes sobre como é a vida da filha mais velha, Luana, de 28 anos. A jovem foi diagnosticada com uma síndrome rara quando tinha apenas 1 ano de vida e vive com sequelas do problema de saúde. Hoje em dia, ela leva uma vida confortável e com uso de medicamento a base de canabidiol.
Luana foi diagnosticada com galactosemia, que é um problema que impede a metabolização adequada da galactose (um tipo de açúcar). A mãe relembra que a filha só teve o diagnóstico quando já tinha um ano de idade porque não teve problemas no nascimento.
“A minha gestação da Luana foi tranquila demais. Sempre me cuidei em relação à alimentação e exercício. O meu corpo é meu templo. No parto, as notas da Escala de Apgar dela foram 8, 9 e 10. Nasceu com peso e estatura ótimos em um parto bem tranquilo. Naquela época, não se fazia o exame de erros inatos do metabolismo se o bebê não apresentasse nenhuma anormalidade durante a gestação e no parto. Luana nasceu linda e com todos os membros, órgãos e feição perfeitos. Por terem feito apenas o exame do pezinho, não foi detectado de início a galactosemia. Foi durante o crescimento da Luana, no primeiro ano de vida, que ela começou a apresentar os sintomas“, disse ela em entrevista ao site Quem.
E completou: “Mas como eu era mãe de primeira viagem e tinha pediatra que não se atentou aos sinais, para mim estava tudo bem. Até que Deus nos encaminhou ao pediatra, já falecido, Glaucio Granja de Abreu. Ele salvou a minha filha. Com os meus relatos de pós-parto, ele deu o diagnóstico de galactosemia, uma doença rara que na época era diagnosticada em um a cada um milhão no mundo. Dali em diante, pude correr contra o tempo e salvar a vida da minha filha. Deus foi generoso, pois a Luana tem o tipo Duarte 5, que é a menos severo. A equipe de médicos e terapeutas foram primordiais no crescimento e evolução da Luana“.
“Confesso que foi bem tenso no momento em que recebi o diagnóstico. Naquela época, há 27 anos, havia pouquíssimos produtos sem lactose e os que tinham eram caríssimos. Como a galactosemia era uma síndrome rara, a maioria das pessoas nunca havia ouvido falar. Mas por outro lado, os médicos e terapeutas que cuidavam da Luana também estavam aprendendo com o caso dela. Estávamos todos numa batalha para recuperar o tempo perdido pela qual ela havia passado antes da descoberta“, afirmou.
A vida dela hoje em dia
Silvia Abravanel contou que a filha leva uma vida feliz e que faz terapias, além de usar o canabidiol. “A introdução do canabidiol foi uma bênção e um ganho extraordinário em todos os setores da vida da minha filha: psicológico, motor e físico. Ela ficou muito mais comunicativa, atenta, ativa e responsiva aos estímulos de cada terapia. Isso ajudou muito. Ela está mais calma“, afirmou.
“Eu me lembro que ela sempre teve que enfrentar vários obstáculos na vida dela, inclusive de rejeições e de falta de empatia. A Luana é um exemplo a ser seguido. Ela, da sua maneira, ama a vida, é muito feliz e grata por tudo. Sorte de quem tem a Luana em seu caminho para aprender o que é evolução, crescimento, amor verdadeiro, carinho e objetivos“, completou.
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