Aos 60 anos, craque quase teve mansão, lancha e carros de luxo em leilão para pagar dívida milionária no Rio
Bens de senador e ex-campeão mundial enfrentaram hasta pública após anos de disputas judiciais por dívidas não saldadas

Em outubro de 2025, a mansão, a lancha e três carros de luxo pertencentes ao senador e ex-jogador Romário que completa 60 anos nesta quinta-feira (29), foram seriam colocados em leilão pela Justiça do Rio de Janeiro para tentar quitar parte de uma dívida judicial que se arrasta há décadas. A iniciativa fez parte de um processo de execução que busca obrigar o ex-futebolista, famoso por marcar gols e vencer títulos nacionais e internacionais, a responder por débitos reconhecidos pelo Judiciário.
Romário, que teve uma carreira brilhante no futebol e depois migrou para a política, acumulava ações e processos relacionados a dívidas em diferentes frentes.
Mansão de luxo com piscina e campo de futebol
O bem mais valioso na lista é uma mansão localizada em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, com 896 m² de área construída em um terreno de 1,5 mil m² às margens da Lagoa da Tijuca. Segundo o edital do leilão, o imóvel foi avaliado em R$ 9 milhões para a primeira chamada do leilão.
A casa conta com piscina, campo de futebol e outros espaços de lazer, refletindo as características de imóveis de alto padrão procurados por compradores nesta faixa de preço. Se não houver arrematante nessa primeira etapa, haverá uma segunda chamada com valor inicial pela metade do preço.
Lancha “All Mare” e carros de luxo na lista
Todavia, além da mansão, outro item de destaque é a lancha “All Mare”, avaliada em R$ 1,1 milhão e com 15,5 metros de comprimento, construída em fibra de vidro e atualmente ancorada na Marina da Glória.
Também integram o lote de leilão três carros de luxo com valores separados para lance inicial:
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Porsche Macan Turbo 2015 — cerca de R$ 267,8 mil
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Audi RS6 Avant 4.0 TFSI 2015 — cerca de R$ 391,5 mil
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Peugeot 2008 Allure 2017 — cerca de R$ 53 mil
Esses veículos, associados ao senador, foram atribuídos a ele pela Justiça no âmbito do processo, mesmo estando em nome de familiares em registros anteriores.
Origem da dívida e longa disputa judicial
A dívida que motivou o leilão remonta a 2001, quando Romário, ainda como jogador de futebol, encerrou as atividades da boate Café do Gol, da qual era um dos sócios. Na ocasião, uma empresa que prestava serviços ao estabelecimento entrou com ação por quebra de contrato, e o processo acabou se arrastando por décadas na Justiça.
A cobrança mais recente apresentada pelos credores apontou a dívida total em cerca de R$ 24,3 milhões, muito maior do que a soma dos bens ofertados inicialmente no leilão.
Defesa do senador e recurso judicial
A defesa de Romário entrou com recurso para tentar reverter a autorização do leilão, alegando que a ação tem sido marcada por cobranças desproporcionais e exorbitantes ao longo dos anos, além de apontar questões processuais que ainda aguardam apreciação da Justiça.
Posteriormente, em outro movimento processual, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) chegou a suspender anteriormente um leilão similar, destacando a necessidade de análise mais aprofundada do mérito do caso antes de seguir com a execução dos bens.
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