Quantos sabores cabem em um pote de mel? Evento reúne produtos de 21 países no Qatar
Exposição internacional no Souq Waqif, em Doha transforma o mel em protagonista cultural, gastronômico e de saúde

Quem passar pelo Souq Waqif até o próximo sábado, 31, vai encontrar bem mais do que um mercado tradicional: a Exposição Internacional de Mel do Souq Waqif transforma a Praça Oriental em um grande ponto de encontro para produtores, especialistas e curiosos em torno de um dos alimentos mais antigos da humanidade.
Em sua sétima edição, o evento reúne cerca de 100 expositores de 21 países, apresentando uma impressionante variedade de méis puros, aromatizados e produtos derivados das abelhas. A entrada é gratuita, e a visitação ocorre diariamente das 9h às 12h e das 16h às 21h.
Além dos diferentes tipos de mel — como sidr, manuka, jabaly, acácia, eucalipto, flores silvestres e trevo —, a exposição oferece mais de 50 produtos apícolas, incluindo própolis, pólen, cera de abelha e geleia real, reforçando o papel do mel não apenas como alimento, mas também como produto associado à saúde e ao bem-estar.
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Qualidade e segurança no centro do evento
Segundo Khaled Saif Al-Suwaidi, supervisor geral da exposição, a proposta vai além da comercialização. O evento conta com controle rigoroso de qualidade, incluindo um laboratório permanente instalado no local, além da presença do Ministério da Municipalidade e do Ministério da Saúde Pública, que realizam coletas aleatórias para garantir a autenticidade dos produtos.
“O mel é um alimento de alto valor nutricional, essencial para pessoas de todas as idades, e garantir sua qualidade é uma prioridade”, afirmou Al-Suwaidi. Durante toda a exposição, um médico permanece disponível para consultas, orientações de saúde, atendimento a picadas de abelha e terapias alternativas com produtos apícolas.

Do produtor local ao mercado global
Entre os expositores estão produtores do Qatar, países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) e vendedores internacionais vindos de regiões como Omã, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Tunísia, Marrocos, Iêmen, Irã, Paquistão, Bósnia e Quirguistão.
Nada, uma produtora local de Al Shahaniya, destacou em entrevista ao jornal The Peninsula que todo o seu mel é produzido organicamente na própria fazenda. Os sabores incluem sidr, gengibre e nozes, com preços que variam entre QR 80 (R$ 115) e QR 400 (R$ 578), dependendo do tipo e do tamanho do frasco.
A diversidade chama a atenção dos visitantes. Turistas em trânsito por Doha relatam surpresa ao descobrir a quantidade de variações existentes. “Nunca imaginei que houvesse tantos tipos de mel”, comentou uma visitante do Cazaquistão ao jornal, após experimentar produtos do Quirguistão.
Confira a publicação de um expositor local no Instagram:
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Produzir mel no deserto: inovação e resiliência
Embora o Qatar enfrente desafios climáticos — com verões prolongados e ausência de um inverno rigoroso —, a produção local de mel tem crescido nos últimos anos. Apicultores vêm apostando em tecnologias inovadoras e métodos sustentáveis para criar ambientes favoráveis às abelhas.
É o caso de fazendas que combinam aquaponia e hidroponia, criando sistemas circulares onde peixes, plantas e bactérias trabalham juntos para manter a fertilidade do solo e a produção vegetal. Essas iniciativas não apenas fortalecem a agricultura local, como também ampliam a diversidade floral necessária para a apicultura.
Confira a entrevista de Khaled Saif Al-Suwaidi a The Peninsula sobre sua produção de mel:
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O ‘ouro líquido’ que atravessa culturas
Símbolo de tradição em diversas regiões do mundo, o mel — especialmente o mel de Sidr, considerado um dos mais valiosos — segue associado a benefícios terapêuticos e usos culinários sofisticados. Produzido a partir da flor da árvore Sidr, que cresce espontaneamente no deserto do Iêmen e em áreas do Paquistão, ele é frequentemente chamado de “ouro líquido”.
Quer vivenciar tradição e inovação em único lugar? Visite o Qatar, um dos destinos mais procurados do mundo.