Mady Beeong abre o jogo sobre conflitos e aprendizados no CDB 7: ‘Tudo muito intenso’
Após uma final disputada, Mady Beeong fala sobre conflitos, amadurecimento e o impacto emocional do reality, em entrevista à CARAS Brasil.

Mady Beeong saiu do Corrida das Blogueiras 7 sem a coroa de cola quente, mas com um status que poucos participantes alcançam em realities competitivos: o de protagonista. Vice-campeã da temporada vencida por Kitty Kawakubo, a criadora de conteúdo foi uma das figuras centrais da edição, acumulando vitórias, protagonizando embates marcantes e se tornando uma das participantes mais comentadas dentro e fora do programa.
Desde os primeiros episódios, Mady passou a ser apontada como favorita por parte do público, tanto pelas entregas técnicas quanto pela postura firme no jogo. Ao longo da competição, ela acumulou quatro vitórias em provas, conquistou destaque nos feedbacks dos jurados e esteve no centro das principais narrativas da temporada, especialmente nos conflitos com Kitty e em discussões que dividiram opiniões nas redes sociais.
Mesmo sem levar o título, Mady deixou o reality com uma visibilidade ampliada e com a imagem de alguém que jogou intensamente, sem neutralidade. Em entrevista à CARAS Brasil, ela reflete sobre esse lugar de protagonismo, os embates que viveu e o impacto emocional da experiência.
Protagonismo construído no jogo e fora dele
Dentro da casa, a sensação de protagonismo não surgiu de forma imediata para Mady. A criadora de conteúdo conta que, durante boa parte da competição, estava mais focada em cumprir bem os desafios do que em entender como estava sendo percebida pelo público.
“Acho que não teve um momento exato. Lá dentro, eu estava muito focado em dar o meu melhor em cada desafio, em entregar looks, makes e outros desafios com qualidade, sem pensar muito o que isso poderia gerar aqui fora. Mas, conforme os episódios foram passando e eu fui ganhando provas, recebendo muitos feedbacks relevantes, tanto positivos quanto negativos, comecei a entender que eu estava ocupando um espaço maior na narrativa. Não só pelas entregas, mas pela forma como eu me posicionava. E isso, querendo ou não, me colocava em evidência”, explica.
Essa evidência também veio acompanhada de conflitos. Um dos mais comentados foi a relação conturbada com Kitty Kawakubo, campeã da temporada, que acabou se tornando uma rival direta dentro da dinâmica do programa.
Segundo Mady, mais do que a disputa em si, o que pesava era a dificuldade de comunicação entre elas. “Mais do que o jogo, era a forma como a comunicação acontecia. O jogo faz parte, o conflito faz parte, mas quando a conversa deixa de ser sobre estratégia e passa a tocar em interpretações pessoais, isso pesa. A gente vinha de lugares muito diferentes, com formas muito distintas de se expressar, e nem sempre conseguíamos nos ouvir de verdade. Isso acabou gerando os atritos que todo mundo viu e que hoje eu consigo entender melhor onde eu errei e como tudo aconteceu”, avalia.

Pressão emocional, aprendizado e novos caminhos
Assistir aos episódios depois que o programa foi ao ar trouxe uma nova perspectiva sobre as próprias atitudes. Para Mady, rever as discussões longe do confinamento foi um exercício de autocrítica e amadurecimento.
“Acho que sim. Assistir de fora é bem diferente. Lá dentro tudo é muito intenso, o tempo é curto, as emoções estão à flor da pele. Quando eu me vi durante os episódios, teve sim momentos em que pensei que poderia ter respirado mais, escutado mais ou me expressado de outra forma. Mas também entendi que aquela era eu naquele contexto, sob pressão. E isso também faz parte do aprendizado, não posso excluir esse sentimento”, diz.
A intensidade, aliás, se tornou uma das marcas da participação de Mady no reality. Vista por muitos como verdadeira e emocional, ela reconhece que esse traço teve impacto direto em sua trajetória no jogo.
“Para mim, a intensidade tem dois lados. Te impulsiona, te dá força, mas também te expõe. Em alguns momentos, pode ter me atrapalhado, sim, principalmente nas relações com os outros participantes. Mas, ao mesmo tempo, foi essa intensidade que me fez me colocar 100% nos desafios, me comprometer e não entregar nada pela metade, inclusive é o que me fez ter 4 wins. No fim, eu prefiro lidar com esses ajustes e melhorias, ao invés de abrir mão de quem eu sou”, afirma.
O confinamento também trouxe momentos de fragilidade. Mady admite que houve dias em que o desgaste emocional quase falou mais alto, especialmente longe das câmeras, nos períodos de isolamento.
“Teve dias muito difíceis. Momentos em que o cansaço emocional falava mais alto, principalmente nos momentos de confinamento no hotel, onde estava apenas eu e meus pensamentos. Mas eu lembrava do porquê eu estava ali, do quanto eu lutei para chegar até aquele espaço. Pensava na minha história, nas pessoas que torciam por mim e no compromisso que eu tinha comigo mesmo. Isso me fez ficar, mesmo quando não era confortável”, relata.
Fora da casa, o suporte da família e de pessoas próximas foi fundamental para atravessar a exposição intensa e os julgamentos nas redes sociais. “O apoio foi tudo pra mim. Ter pessoas que me conhecem fora da edição, que sabem quem eu sou de verdade, me ajudou bastante, em todas as fases do processo da minha participação”, destaca.
Com o fim da temporada, a relação de Mady com as redes também mudou. Ela conta que passou a equilibrar melhor autenticidade e proteção emocional. “Mudou bastante. Hoje eu tento ser mais consciente do que eu consumo e do que eu exponho, mas sem deixar de ser verdadeira. Acho que aprendi a equilibrar melhor proteção emocional e autenticidade. Não dá para agradar todo mundo, então prefiro estar em paz com quem eu sou e continuar fazendo meus conteúdos do meu jeitinho”, diz.
Sobre Kitty, a rivalidade deu lugar a uma visão mais leve fora do contexto competitivo. “Fora do contexto de competição, tudo muda. A pressão não é a mesma, o olhar é outro. Acho que existe espaço, sim, para conversas e para uma relação, desde que haja respeito, claro. O que ficou no programa faz parte daquela experiência. Sobre o selinho, foi algo que aconteceu, estávamos curtindo aquele momento entre as finalistas e foi divertido, sem grandes significados além disso. Às vezes as coisas não precisam ser maiores do que são”, explica.
Agora, com a visibilidade ampliada, novos caminhos começam a se desenhar. “Sim, algumas conversas já começaram a surgir, o que é me deixa muito feliz. Estou analisando tudo com calma, entendendo o que faz sentido para o meu momento e como será a minha vida daqui pra frente”, conclui.
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